sábado, 19 set 2020
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O poder kick ass de Chuck Norris = Poder de falha do oscar


Uma edição cansativa, óbvia e covarde, assim deveria ser descrito o Oscar 2010. Não me surpreenderia se baixasse o Graça Aranha em Tarantino no momento em que entregava o oscar de filme estrangeiro (entregue a nosso vizinho e, até hoje nem sei porque, rival), deveria ter gritado assim como o brasileiro: “Se a academia não se renova, então morra a academia”.
Inspirado fiz uma seleção das maiores besteiras que o oscar já fez nos últimos anos.

Quem quer ser um milionário? – Nem é dos maiores erros da academia, o problema é que todos os outros 4 indicados (e muitos dos não indicados) eram melhores. Mas deve-se parabenizar a premiação pela coragem de dar o oscar para um filme de baixissimo orçamento com um diretor que era considerado das “massas”.

As 3 décadas sem premiar Scorcesse- Um dos melhores, senão o melhor atualmente, diretor de Hollywood. É inadmissível que sua fase aurea tenha sido tão injustiçada pela academia, que só veio a premiá-lo em 2007 por Os Infiltrados. Obras primas do cinema como Taxi Driver e Os Bons Companheiros (meu filme predileto) não receberam merecido reconhecimento.

Reese Whiterspoon, a legalmente loira, ganhando de Felicity Huffman de Transamérica – Quando Huffman se dá de corpo e alma para uma brilhante atuação ao interpretar um travesti que vai conhecer o filho. A academia, chorando por audiência, premia Whisterspoon por uma atuação simplesmente normal.

Isso é o dossiê somente do século XXI, posso fazer uma lista de 100 itens que incluiria Shakespeare Apaixonado, Rocky (mas esse é justificado pela depressão americana pós vietnam) e tantos outros.

Cesar Castanha
Cesar Castanha
Do encanto com os créditos de abertura de "Alice no País das Maravilhas", visto religiosamente sempre que exibido nas tardes de sábado pelo SBT, veio a paixão pelo cinema como experiência estética, transformadora e expressão de uma ideia, uma história ou do próprio experimento. Por amar o cinema para além dos padrões de qualidade impostos a ele pela mídia, por outras instituições e até por uma crítica datada, veio o meu amor por conversar sobre cinema, aderi-lo, defendê-lo, apropriar-me dele. O Milos Morpha é uma conversa sobre cinema. Aqui, o texto nunca é certo e definitivo. O cinema não é uma fórmula para que cada cineasta se aproxime da solução mais correta, é um conjunto de experiências artísticas que já dura mais de 100 anos, é dessa forma que criticamente percebemos e experimentamos o cinema no Milos Morpha.