segunda-feira, 21 set 2020
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Post da Marjane

   Meus quadrinhos revelaram para muita gente o fato de que HQs não são apenas para crianças ou de super heróis. Porém para muitos quadrinhos ainda são revistas coloridas, cheias de arte sofrível, aventuras idiotas e heróis de colante, a maioria prefere ler “livros de verdade” e se acha muito velho para os quadrinhos. Se as pessoas não compreendem essa mídia é porque têm uma definição estreita demais da mesma. Encontrando a definição adequada seria possível invalidar os estereótipos e demonstrar que o potencial dos quadrinhos é ilimitado e emocionante. Pois seu mundo é imenso e variado, nossa definição deve abranger todos esses tipos. “Quadrinhos” é um termo que merece ser definido, porque se refere ao meio em si, não a um objeto específico como “revista” ou “gibi”. HQs não significam somente super heróis ou comicidade. A história em quadrinhos assim dita pode ser artística, séria e adulta. Por exemplo:
Persépolis: Minha própia Graphic Novel, a história da minha vida, fui uma menina iraniana que viu o país passar pelas mais diversas transformações políticas.
Black Hole: Uma analogia bastante direta à AIDS ocorre quando um vírus transmitido sexualmente passa a causar deformações nas pessoas.
Maus: Uma releitura crua do holocausto, os judeus representados por ratos e os nazistas por gatos.
Gen- pés descalços: Um retrato autobiográfico de Hiroshima durante a 2ª guerra mundial.

Cesar Castanha
Cesar Castanha
Do encanto com os créditos de abertura de "Alice no País das Maravilhas", visto religiosamente sempre que exibido nas tardes de sábado pelo SBT, veio a paixão pelo cinema como experiência estética, transformadora e expressão de uma ideia, uma história ou do próprio experimento. Por amar o cinema para além dos padrões de qualidade impostos a ele pela mídia, por outras instituições e até por uma crítica datada, veio o meu amor por conversar sobre cinema, aderi-lo, defendê-lo, apropriar-me dele. O Milos Morpha é uma conversa sobre cinema. Aqui, o texto nunca é certo e definitivo. O cinema não é uma fórmula para que cada cineasta se aproxime da solução mais correta, é um conjunto de experiências artísticas que já dura mais de 100 anos, é dessa forma que criticamente percebemos e experimentamos o cinema no Milos Morpha.