Milos Morpha

por Cesar Castanha

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09 de Maio de 2010, 22h15

Resumão da Semana

Melhores Coisas do Mundo: O filme é uma das maiores bostas feitas pelo cinema brasileiro e… está tendo as melhores críticas desde, sei lá, Tropa de Elite? Ou seja, duas bostas com ótimas críticas. Continuando, o filme fala do quão complicada é a vida do adolescente Neco, com o seu pai gay e irmão suicida (Fiurk). O quão difícil é ser jovem quando tem uma doida na sua escola que fica fazendo vídeos e postando num blog sem noção (como ela não foi morta, ninguem sabe). Boas atuações NÃO salvam um péssimo roteiro, “Dúvida” (aquele com Meryl Streep em que todo o elenco foi indicado ao oscar) é a exceção da regra, e só. Pois os adultos de hoje acreditem se quiserem, os adolescentes, atualmente, não são assim tão imaturos.

O Bem Amado: Guel Arraes é um dos poucos diretores que hoje me fazem ter orgulho do cinema brasileiro. Lisbela e o Prisioneiro por exemplo, uma obra prima da sétima arte, a trilha sonora do filme é absolutamente impecável, o elenco e o cenário se fundem com uma harmonia excep… Ops, vamos deixar Lisbela de lado e nos focar nessa adaptação cinematográfica da teledramaturgia.
O Bem Amado foi, nos anos 70, uma das poucas novelas que criticava abertamente a ditadura militar. Conta a história do prefeito Odorico, que ganhou as eleições baseado na promessa de construir um cemitério na cidade, feito a obra restava apenas um detalhe, alguem precisava morrer na cidade para que o cemitério fosse inaugurado. A trama ainda traz personagens que se tornaram clássicos na novela como Zé Borboleta e as irmãs Cajazeiras, três solteironas e amantes de Odorico. A comédia e as atuações teatrais são o maior trunfo do filme, que conta com a participação de Marco Nanini, Matheus Nashtergaele, Caio Blath, Maria Flor (de chapinha),  Andréa Beltrão e José Wilker. Não chega a ser um dos melhores de Arraes mas vale um ingresso.

The Office 5ª temporada:
The Office é, hoje, provavelmente a melhor série de comédia no ar, seguido de perto por 30 rock. Deixe-me explicar o porque. Começando pela ideia geral da série, o cotidiado de um escritório de uma grande revendedora de papéis dos Estados Unidos, não tão comum justamente pela irreverência daqueles que lá trabalham. Entre eles, o chefe sem noção Micheal Scott (Steve Carrel) e o seu puxa saco oficial Dwight Schrutte (Rainn Wilson). A série ainda foca na relação entre o vendedor Jim e a recepcionista Pam.
A inovação maior, porém, é no fato da filmagem ser feita de modo documental, o câmera é um personagem que nunca fala ou aparece, mas os outros personagens dão entrevistas e se comunicam com ele, quando querem ter uma conversa privada eles se escondem da câmera, essa relação deixa a série ainda mais divertida.
A 5ª temporada é aquela que, até agora, trouxe mais novidades pra série, Ryan (o estagiário) volta ao elenco pricipal, Micheal namora o que parece ser a mulher ideal para o própio e tenta abrir sua própia empresa (aventura que trouxe significativas e permanentes mudanças na trama), e o relacionamento de Dwight com a contadora crente, Angela, finalmente se resolve. A maior surpresa, no entanto, é guardada para a última cena.
Tá aí, uma das séries mais completas da tv, serve pra quem gosta de comédia, romance e nerdices em geral. Sendo uma das poucas séries que alcançam uma 5ª temporada com classe, altamente recomendada.


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