quarta-feira, 23 set 2020
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Resumo da Semana

Animatrix:

9 curtas baseados na realidade proposta pela trilogia matrix, uma ideia excelente e bem usada. Como era de se esperar, a coletânea varia entre curtas excelentes (The Second Renaissance parts I & II, Kid’s Story, Program) e outros simplesmente dispensáveis (Final Flight of the Osiris, Beyond). No entanto, o conjunto da obra vale a pena, principalmente àqueles que gostam de conferir vários tipos de animação.

Amadeus:

Uma obra-prima da sétima arte. Roteiro explendido, atuações magistrosas, trilha sonora e edição de som impecáveis, direção e fotográfia no ponto. Essa é a descrição minimamente justa que se faz de Amadeus, o filme sobre Antonio Salieri, rival de Mozart, e toda sua inveja e cobiça perfeitamente mostrados no filme. Salieri se torna, sem dúvida, um dos melhores vilões do cinema.

Angels in America:

Já que a série se divide em 6 episódios, tomei liberdade pra dividir a série em duas com o objetivo de facilitar minha análise crítica. 1ª parte: Chaaaaaaata, o tema é AIDS, ou melhor, é a segregação causada pela doença. E a história se envereda pelas (mal trabalhadas) loucuras de uma esquizofrênica, e a aceitação de um jovem mórmom. É salva pela presença de Meryl Streep e Emma Thompson que interpretam respectivamente o fantasma de uma judia e uma anja de 8 vaginas. 2ª parte: Excelente, recheado de diálogos afiados, cenas bem trabalhadas, atuações impecáveis, é aí que a minissérie se torna digna de toda sua fama.

O Último Magnata:

O livro de F. Scott Fitzgerald fala do cotidiano de um produtor de Hollywood durante os anos 40… o relacinamento dele com a filha… o luto pela esposa falecida… zzzzzzzzzzzz
(Recomendo o livro à todos que querem ter uma loooonga noite de sono)

Música da Semana:

O.N.E. – Yesayer

Cesar Castanha
Cesar Castanha
Do encanto com os créditos de abertura de "Alice no País das Maravilhas", visto religiosamente sempre que exibido nas tardes de sábado pelo SBT, veio a paixão pelo cinema como experiência estética, transformadora e expressão de uma ideia, uma história ou do próprio experimento. Por amar o cinema para além dos padrões de qualidade impostos a ele pela mídia, por outras instituições e até por uma crítica datada, veio o meu amor por conversar sobre cinema, aderi-lo, defendê-lo, apropriar-me dele. O Milos Morpha é uma conversa sobre cinema. Aqui, o texto nunca é certo e definitivo. O cinema não é uma fórmula para que cada cineasta se aproxime da solução mais correta, é um conjunto de experiências artísticas que já dura mais de 100 anos, é dessa forma que criticamente percebemos e experimentamos o cinema no Milos Morpha.