o colunista

por Cleber Lourenço

O que o brasileiro pensa?
18 de março de 2020, 08h22

A roda do Impeachment está girando

A cobertura da imprensa para os panelaços restritos em algumas capitais e bairros também mostram uma leve inclinação em comprar o processo

Já não há o que justifique a estridente incompetência do presidente da República.

O próximo passo para a desintoxicação do país será inevitavelmente o impeachment de Jair Bolsonaro.

Embora afirmem que já existam votos suficientes para afastar o agitador do Planalto, ainda há um longo caminho para percorrer. A própria Dilma demorou um bom tempo até sua queda.

Há considerações que devem ser feitas com prudência:

– Bolsonaro não voltou a encher o governo de militares para se defender e sim para agradá-los.

-Os militares não vão ajudar Bolsonaro em um golpe. Isso não existe.

– Não há certeza de que existem todos os votos necessários para o processo.

– O fator social não é determinante, mas conta.

– A imprensa precisa abandonar Paulo Guedes.

– Não deixem de olhar para o Moro.

Reafirmo. Bolsonaro nunca foi ou será um perigo para a democracia. É um bufão, um fanfarrão. O verdadeiro perigo está em Sergio Moro.

Um processo de impeachment não começa da noite para o dia de forma espontânea. Desde o ano passado já há um movimento de desembarque e abandono do governo, começou com multinacionais, chegando em políticos e até mesmo apoiadores do governo.

Nessa semana o elemento social começa a dar suas pinceladas também. Mesmas panelas, mesmas localidades. Só mudou o presidente. A classe média infelizmente ainda é parte considerável da força motriz política no país. Tanto para o bem quanto para o mal.

As condições para o impedimento do presidente vão se desenhando de forma sublime. A ação de governadores e prefeitos que trabalham para conter o avanço da epidemia no país deixam evidente a incapacidade da presidência.

A subida de tom dos presidentes do Senado é da Câmara também indicam para isso.

Os diminutos protestos contra as instituições deixaram expostas as fragilidades do bolsonarismo. Com isso, basta saber se Maia irá ou não aceitar a denúncia que culminará no processo de impeachment.

O pífio registro do Aliança para o Brasil serviu para oficializar o que eu disse acima.

A cobertura da imprensa para os panelaços restritos em algumas capitais e bairros também mostram uma leve inclinação em comprar o processo.

O Novo, partido do escabroso Ricardo Salles também, também deu a sua alfinetada. Significa “adeus dinheiro” para Bolsonaro ou seu partido.

Agora nós resta aguardar Paulo Guedes e suas infames 15 quinze semanas para ver aonde isso vai parar.

Tenham calma, mas Bolsonaro irá cair.

Esse artigo não reflete necessariamente a opinião da Fórum


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