o colunista

por Cleber Lourenço

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23 de fevereiro de 2020, 11h51

Adriano e a doação de 2 milhões para Witzel: será que confio nessa história?

Quais interesses conduziram essa “notícia”? E aos interesses de quem ela estaria atendendo?

Witzel, Flávio e Jair Bolsonaro (Agência Brasil)

Sexta-feira e o Carnaval já tomavam as salas de casa e a avenida do samba.

Porém a “nova política” não perdia tempo em bagunçar a vida brasileira.

Circulou pela mídia, pelo menos na Internet, uma história no mínimo curiosa.

Segundo a viúva do miliciano próximo da família presidencial, Adriano da Nóbrega teria financiado a campanha para governador de Wilson Witzel, que até aquele momento era próximo de Flávio Bolsonaro e inclusive tinha o filho de Jair Bolsonaro como uma espécie de cabo eleitoral.

Pouco tempo depois racharam, viraram inimigos.

Ainda segundo a viúva, Adriano teria pago R$ 2 milhões para a campanha do então candidato como uma espécie de “proteção pré-paga”.

Vale lembrar que ela é a mesma mulher que tentou, junto a família e às pressas, iniciar a cremação do comporto do miliciano morto.

Cremação que foi impedida por uma decisão judicial.

Na ocasião um integrante do governo de Wilson Witzel adiantou também para a Revista VEJA que Adriano seria cremado.

Mais uma vez: a Veja e o governo Witzel.

Quem me acompanha por aqui sabe que não tenho qualquer simpatia pelo governador. Mas, essa história toda me parece muito “conveniente” e plantada.

O que mais me perturba nessa história toda é: quais interesses conduziram essa “notícia”? E aos interesses de quem ela estaria atendendo?

De qualquer forma a conta não fecha, vejam só que curioso o que Bolsonaro disse em  dezembro de 2019:

 “Vocês sabem o caso do Witzel, foi amplamente divulgado aí, inteligência levantou, já foi gravado conversa entre dois marginais citando meu nome para dizer que eu sou miliciano. Armaram”.

Nunca mais falaram sobre essa tal gravação…

Além da suposta gravação, outra coisa chamou a atenção: a tal da inteligência que Bolsonaro mencionou.

Com base na frase acima, eu só posso acreditar que o presidente está direcionando deliberadamente às agências de inteligência brasileira para grampear e monitorar um governador, com objetivos meramente pessoais. E isso é muito sério.

A história foi enterrada semanas depois. Mas por algum motivo lembrei dela agora. As coisas se conectam. Nada é desproposital nesse governo.

Essa conversa de propina para Wilson Witzel não repercutiu e talvez isso mostre o quão duvidosa ela deve ser. Pelo visto a mídia também se mostrou receosa com a história.

Faça uma leitura menos apaixonada da mídia brasileira e verá: não é falta de interesse político é cisma mesmo. Algo não fecha nessa história toda.

Ainda bem que não gerou muita repercussão, mas mesmo assim gerou muitas dúvidas.

Os órgãos responsáveis devem provar a veracidade dessa história toda. Nos resta aguardar ou então apurar.


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