o colunista

por Cleber Lourenço

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23 de março de 2020, 09h07

Bolsonaro e sua desastrosa entrevista na Record colaboram com o seu Impeachment

A entrevista foi tão desastrosa que não cumpriu sequer com o seu objetivo de agitar os poucos radicais que lhe restam. Pior, provocou a erosão da sua própria base

Jair Bolsonaro (Foto: Isac Nóbrega/PR)

Jair Bolsonaro decidiu dar uma entrevista para a TV Record em plena corrosão da sua popularidade.

Um verdadeiro show de horrores. Durante o tempo todo ele gagueja, se atrapalha, não responde, não conecta palavras e frases. Parece até mesmo que seu filho Carlos havia incorporado nele.

Durante a entrevista não anunciou nenhuma medida concreta que ajudasse o país e seus brasileiros nesse momento de crise.

Na verdade, só se isolou ainda mais e disparou asneiras aos quatro cantos.

Chega a ser irônico. O presidente que negou o isolamento social como medida de combate ao coronavírus, agora se isola politicamente quanto a sociedade aos poucos – e com panelas isola ele também.

A entrevista foi tão desastrosa que não cumpriu sequer com o seu objetivo de agitar os poucos radicais que lhe restam. Pior! Provocou a erosão da sua própria base!


O print acima mostra o espanto de um “bolsonarista raiz”, um notório militante do bolsonarismo

pela facção evangélica.

Ou seja, o desgaste do presidente chegou agora na própria militância.

A entrevista errática do presidente mostra que ele sabe disso. Durante todas as falas do presidente era visível o desespero em tentar se articular para proferir alguma sentença. Não conseguiu.

Digo mais uma vez. Anda falta uma caminhada até o impeachment do presidente.

Será necessário ainda um maior agravamento do isolamento político e social do Bolsonaro. Ele precisa ser afastado? Sim, mas precisa ser afastado de uma maneira que não volte a dar problemas em 2022, ou seja, com alta rejeição. O Congresso Nacional sabe disso.

Todo mundo sabe o qual beligerante ele é. Vão dar corda esperando que ele faça o que sempre fez e acabe por se enforcar sozinho.

A entrevista de domingo na TV Record foi o exemplo perfeito de como Bolsonaro pratica inconscientemente haraquiri contra a própria reputação.

Enquanto isso, temos Rodrigo Maia afirmando que não abrirá um processo de impeachment (agora) por motivos de superstição.

Não é superstição, é deboche mesmo. A mensagem foi sutil.

Não negou que abriria, mas também não afirmou que abrirá. Está esperando a hora certa.

Vamos até onde isso irá durar.


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