o colunista

por Cleber Lourenço

O que o brasileiro pensa?
30 de março de 2020, 08h59

Bolsonaro impõe humilhação às Forças Armadas ao passear no Distrito Federal

Ao sair por aí, ignorando as recomendações em relação ao covid-19, Bolsonaro acabou ofendendo os militares que atuam por todo o país no combate à doença

Imagem de vídeo apagado pelo Facebook (Reprodução)

Nos últimos dias o Exército Brasileiro atuou em uma série de ações de combate ao coronavírus em todo o país de forma séria e precisa.

Em Natal,no Rio Grande do Norte, a 7ª Brigada de Infantaria Motorizada adota medidas de prevenção e participa da Operação COVID-19.

Em Taubaté (SP), a Aviação do Exército (AvEx) intensificou as ações de prevenção, de conscientização e também de diagnóstico e tratamento da Covid-19.

Em Garanhuns (PE), o 71º Batalhão de Infantaria Motorizado (71º BI Mtz) está desenvolvendo ações com o objetivo de cooperar com o esforço nacional para a saúde pública e dos militares. Também foi montada uma área para tratamento e isolamento de possíveis casos suspeitos de infecção.

Além de ações por todo o país, as forças armadas atuam firmemente também no Distrito federal e é aí que fica claro que Bolsonaro impôs mais uma humilhação para a farda verde-oliva.

Durante a madrugada deste domingo (29), Militares do Comando Conjunto do Planalto, realizaram uma operação de desinfecção na Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília além de apoiarem outras ações higienização básica em espaços e instalações na área militar.

Tudo para que algumas horas depois o presidente Jair Bolsonaro saísse por aí fazendo pouco caso da doença e chacota por onde passasse pelas ruas do DF.

Inclusive na mesma semana em que uma ação coordenada pelo Comando Conjunto Planalto, com viaturas do Exército Brasileiro, com militares do Batalhão da Guarda Presidencial (BGP) e Comando de Operações Especiais (COpEsp), percorreram as ruas de Luziânia (GO) e Valparaíso de Goiás (GO) fazendo uma campanha de conscientização e alertando a população sobre os cuidados necessários para evitar o contágio pelo coronavírus.

Ao sair por aí, ignorando as recomendações em relação ao covid-19, Bolsonaro acabou ofendendo os militares que atuam por todo o país, além de ser uma afronta ao ministro da Saúde, pode ser um acinte ao General Edson Pujol, comandante das Forças Armadas, que publicou um pronunciamento para a tropa pouco mais que uma hora antes da fala irresponsável de Bolsonaro e atropelou o discurso delinquente do presidente essa semana.

Não seria a primeira vez que Bolsonaro humilha a cúpula militar de fora deliberada.


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