o colunista

por Cleber Lourenço

No rastro do óleo do Nordeste
20 de agosto de 2019, 08h18

Bolsonaro odeia o Brasil?

Apesar do título ser uma pergunta, trago aqui a afirmativa. Bolsonaro, o pai, odeia o Brasil

Bolsonaro com medalhistas brasileiros (Palácio do Planalto)

Estava “doente de Brasil”, agora voltei.

Em pouco mais de semanas, o Brasil viu a sua educação ser mais uma vez sucateada, a economia em estado de alerta, o filho chapeiro do presidente obstinado com a embaixada nos EUA, mais vaza jato e agora aparelhamento do estado e obstrução de justiça.

Falo das últimas semanas, pois se fosse para falar dos últimos 8 meses, certamente essa coluna se tornaria um livro ou uma série.

Apesar do título ser uma pergunta, trago aqui a afirmativa. Bolsonaro, o pai, odeia o Brasil.

Não é uma teoria, não é uma hipótese, é um teorema, afinal de contas o que o presidente ganha implodindo a imagem do país no exterior, promovendo a barbárie social e incentivando a delinquência pelo país?

Para quem viu seu amor pela bandeira dos Estados Unidos da América e sabe do seu famoso histórico como um mau militar já deve ter sacado, Bolsonaro odeia o Brasil.

Sempre fui contra a ideia de espírito patriótico, sempre achei o patriotismo algo típico de fascistas. Graças ao governo de extrema-direita, eu aprendi o que é patriotismo.

É lutar arduamente para defender o Brasil, não de estrangeiros , mais sim de gente como ele.

Instalou-se no seio da República um movimento quinta-coluna contra o Brasil.

O que dizer da “queima” deliberada dos R$ 287 milhões do fundo amazônico que ajudava famílias e cooperativas de pequenos produtores brasileiros? E a promoção da delinquência de fazendeiros que decidiram queimar de maneira criminosa a floresta amazônica?! Tudo, é claro, com a chancela do presidente que é um costumaz parceiro do que há de pior no país.

Não sem antes alimentar o clima paranoico de afirmar que todos perseguem a família Bolsonaro. Não Jair, vocês é que são contra o Brasil

Mas há de ver uma certa ironia e charme na loucura que tomou a república de assalto: aqueles que trabalham de forma ética, correta, comprometidos coma justiça e com o bem estar da nação e dos trabalhadores e taxado rapidamente de comunista, petista infiltrado e esquerdista. Oras!

O final deste show de horrores nós assistimos na Argentina, uma economia arrasada, com trabalhadores subjugados e o poder de compra de milhões corroído.

Até mesmo os militares, fiadores da eleição de Jair Bolsonaro agora amargam inúmeras humilhações impostas pelo presidente, como parte de seus recursos contingenciada, o Exército poderá ser obrigado a dispensar pelo menos 25 mil dos 80 mil recrutas no início de outubro, forçando a antecipação da primeira baixa, que estava prevista para dezembro. Caso o corte (que recebe o gentil nome de contingenciamento) de verbas perdure as nossas forças armadas também preveem a redução das operações militares e ainda uma redução do expediente dos que ficarem. Sim, esse é o sucateamento deliberado das forças armadas.

Enquanto o Estado segue sendo pilhado e aparelhado, impregnado de viés ideológico para barrar o combate contra a corrupção.

E com isso todos os brasileiros que dizem amar o seu país não só têm o direito de desconfiar da independência dos órgãos estatais, como também possuem o dever patriótico de questionar o fiscalizar as instituições que a partir de agora podem servir como aparato repressivo do Palácio do Planalto sob a figura de Jair Bolsonaro. A PF está há um passo de virar uma Gestapo.

Todos nós sabemos quais são os remédios para essa “doença” que consome o Brasil: Constituição e justiça. Coisas que andam em falta no Brasil, principalmente no STF.


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