o colunista

por Cleber Lourenço

Fórum Educação
27 de fevereiro de 2020, 08h58

Caio Coppolla: Recém contratado da CNN Brasil faz parte do grupo “Mkt Bolsonaro” no Whatsapp

O que esperar de uma emissora que contratou Willian Waack para o horário nobre?

Caio Coppolla com Eduardo Bolsonaro e Gabriella Prioli, com que trabalhará na CNN (Montagem)

A revelação da militância ativa de Jair Bolsonaro em prol dos atos contra o congresso feita por Vera Magalhães acabou não atingindo apenas o presidente.

Um grupo de WhatsApp criado em setembro de 2018 e batizado de “Mkt Bolsonaro”  possui entre seus membros o “jornalista” Caio Coppolla, famoso por justificar os descalabros do governo federal e atuar na linha de frente de defesa do governo.

Se não fosse pelo histórico de fervoroso defensor do bolsonarismo, a presença dele passaria batida, poderia estar lá buscando informações. Porém não é o que parece.

Coppolla é uma das contratações que fazem parte do quadro de jornalistas da CNN Brasil que estreará agora no segundo semestre.

Pelo visto essa será a estreia da emissora.

A contratação não surpreende. A agenda oficial do governo mostrou que em agosto do ano passado, o presidente da CNN Brasil, Douglas Tavolaro, teve uma reunião com Jair Bolsonaro.

O que esperar de uma emissora que contratou Willian Waack para o horário nobre?

Acredito que seja importante reforçar o fato de que não acredito na falsidade do jornalismo imparcial, já que, uma vez um conteúdo produzido por um ser humano, sempre carregará junto suas opiniões pessoais, convicções, vivências e crenças.

Afinal de contas, é o conhecimento individual que determina com quais pautas determinado jornalista tem mais conhecimento e profundidade para tratar.

E não há nenhum problema nisso, porém quando essa parcialidade é apoiada por mentiras e usada para enganar, ludibriar e conduzir de maneira agressiva o debate político e social de um povo ou nação, induzindo muitas vezes ao erro ou convulsão social, isso fere e arranha a reputação do jornalismo como um todo.

E quando um “jornalista” faz parte do grupo “Mkt Bolsonaro” não há como não acreditar que a parcialidade será usada corretamente já que a própria militância bolsonarista é guiada pela indução ao erro e promoção da agressividade.

Esse artigo não reflete necessariamente a opinião da Fórum


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