o colunista

por Cleber Lourenço

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13 de novembro de 2019, 10h32

Carlos Bolsonaro também caiu em contradição sobre seu paradeiro no dia do assassinato de Marielle

Vale lembrar também que Carlos se contradisse quando alegou em seu Twitter que não estava em casa na tarde do dia do crime. Primeiro afirmou que estava na Câmara do Rio e depois falou que estava em casa às 17h58

Carlos e o pai, Jair Bolsonaro (Reprodução)

O advogado Eduardo Goldenberg trouxe a tona um tuíte de 14 de março de 2018, da repórter da Revista Piauí, Thais Bilenky e que pode causar ainda mais confusão para a família presidencial.

A data em questão é o dia em que Marielle Franco e seu Motorista Anderson Gomes foram assassinados. Segundo o tuíte, Bolsonaro teve uma intoxicação alimentar, passou mal e precisou reduzir bem o ritmo da agenda. E segundo sua assessoria teria voltado para o Rio de Janeiro mais cedo.

Porém, Jair recentemente declarou que estava em Brasília e ainda há dois registros de votação. Tem alguma coisa a mais que nem os jornalistas e nem a polícia estão vendo. Vale lembrar que o tempo estimado de voo entre o Rio de Janeiro e Brasília é 01 hora e 38 minutos.

A revelação desta publicação vem na mesma semana em que Carlos Bolsonaro some das redes sociais. Vale lembrar também que Carlos se contradisse quando alegou em seu Twitter que não estava em casa na tarde do dia do crime. Primeiro afirmou que estava na Câmara do Rio e depois falou que estava em casa às 17h58.

Ainda segundo o jornalista Fernando Britto no blog Tijolaço, no mesmo dia, Jair Bolsonaro havia comprado dois bilhetes aéreos com destino ao Rio, ambos pela Gol: um de código WQ2GUH, com destino ao aeroporto Santos Dumont e outro, de código YG3JQI, dirigindo-se ao Galeão. O do Santos Dumont, no dia seguinte, foi estornado, possivelmente por não ter sido usado.

Eu realmente espero que a família presidencial não tenha qualquer envolvimento com esse assassinato. Seria péssimo para a imagem e a história do país. Porém, ao mesmo tempo defendo uma investigação ampla e contundente sobre este triste e lamentável episódio da história brasileira para que qualquer dúvida ou “coincidência” seja enfim esclarecida.

Você pode conferir o tuíte da repórter Thais Bilenky clicando aqui.

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