o colunista

por Cleber Lourenço

O que o brasileiro pensa?
28 de junho de 2020, 19h55

Congresso fica iluminado pelos diretos LGBTQI+

Ação faz parte do projeto Constituição do Orgulho, que também coloriu os artigos que protegem a comunidade

Foto: Divulgação

Hoje o Congresso Nacional se iluminou, não com um impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

Mas com luzes de uma importância tão grande quanto!

Em um país que assume a vanguarda do ranking de assassinatos da membros da comunidade LGBTQI+, a ação de hoje assume uma relevância histórica.

Vale lembrar que o Brasil fica na frente de países que possuem a perseguição contra homossexuais como política de Estado.

Eu já sabia da ação de hoje desde ontem quando o deputado David Miranda (PSOL-RJ) e em ligação muito descontraída me adiantou sobre o que seria feito hoje.

Também pediu que eu mantivesse a informação em segredo pois temiam a retaliação de radicais religiosos que poderiam impedir, assim como fizeram anteriormente.

David junto com outros parlamentares havia tentado algo parecido no ano passado, porém foram impedidos pelos mesmos radicais religiosos no Congresso.

Além das luzes, a ação desse ano contou com projeções de mensagens sobre o tema e foi uma articulação do deputado com o senador Fabiano Contarato (REDE-ES) com base na requisição feita no ano passado.

Junto com as projeções também foi lançado o projeto ‘Constituição do Orgulho’ que tem como objetivo deixar claro que a Constituição Federal também atende e respalda membros da comunidade LGBTQI+.

Segundo o site é “A mesma Constituição Federativa de 1988, mas com os seus 250 artigos marcados com as cores da bandeira LGBTQI+. Cada cor representa um tipo de crime de LGBTQI+fobia”.

Uma ação feita em conjunto com a OAB de São Paulo.

Para encerrar, na nossa conversa, David também fez questão de pontuar a importância da representatividade LGBTQI+ no Congresso:

“A importância de ter um parlamentar LGBTQI+é que nos falta muita representatividade.

A pensar de termos a maior parada LGBTQI+ do mundo – quase 4 milhões no ano passado – e a gente conseguir colocar pessoas na rua que tenham orgulho, que façamos lutas históricas como a criminalização (da homofobia), casamento igualitário e tantas outras. Ainda as pessoas não se veem muito representadas em posições de poder.

Então, o poder está no parlamento e falar essas pautas, falar dos nossos corpos que estão sendo assassinados todos os dias a cada 19 horas, traz uma importância para a família de LGBTQI+, para pais, para mães, para outros jovens que estão na escola pensando e passando por preconceito.

Então ter alguém que vocaciona as dores, angústias, alegrias, vitórias nesse lugar, ajuda muito e eu tenho muito orgulho de ser essa representação hoje em dia.”

*Este artigo não reflete, necessariamente a opinião da Revista Fórum


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum