o colunista

por Cleber Lourenço

12 de julho de 2019, 10h35

“Embaixador” Eduardo Bolsonaro blindou convocação de Moro para falar sobre visita à CIA e ao FBI na Câmara

Caso o ministro tenha tratado de assuntos como a situação na Venezuela com a CIA , ele terá atuado contra, respectivamente, os Artigos 1º e 5º da Constituição, que inclusive é a mesma lei 1.079 que depôs Dilma Rousseff

Sergio Moro e Eduardo Bolsonaro (Reprodução)

Segundo deputados da oposição, o atual deputado e possível embaixador do Brasil em Washington (EUA), Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), não aceitou 3 requerimentos de convocação na Comissão de Relações Exteriores, presidida por ele, para o ministro da Justiça Sérgio Moro falar sobre a viagem ao EUA e a visita à CIA e FBI em junho deste ano.

Em declaração para esta coluna, o deputado David Miranda (PSOL-RJ) afirmou que abriu uma queixa a mesa diretora e apresentou nesta quinta-feira (11) um requerimento com a participação de vários deputados e deputadas da oposição.

A viagem do ministro Moro já havia motivado um requerimento de informações feito pelo deputado Márcio Jerry, do PCdoB do Maranhão, na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o requerimento tinha como objetivo convocar Moro para dar mais detalhes sobre a agenda cumprida nos EUA, com a menção das datas, dos organismos visitados e “a nominata das autoridades visitadas”.

Crime de responsabilidade

Vale lembram que caso o ministro tenha tratado de assuntos como a situação na Venezuela com a CIA , ele terá atuado contra, respectivamente, os Artigos 1º e 5º da Constituição que inclusive é a mesma lei 1.079 que depôs Dilma Rousseff.

No item 3 do artigo 5 diz: “crime de responsabilidade contra a existência da União cometer ato de hostilidade contra nação estrangeira, expondo a República ao perigo da guerra, ou comprometendo-lhe a neutralidade”.

Acontece que Moro não estaria sozinho. No início deste ano quando o presidente Jair Bolsonaro foi aos EUA e procurou a CIA também  teria cometido os mesmos crimes de responsabilidade citados acima ao discutir sobre eventuais ações militares na Venezuela.

 

*Este artigo não reflete, necessariamente, a opinião da Revista Fórum.

 


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