Intentona bolsonarista nas polícias e a fritura de Sérgio Moro

Leia na coluna de Cleber Loureço: Moro está emparedado e ele vai ter que escolher um lado. Age contra os motins e perde prestígio com a extrema-direita ou faz vista grossa e então assiste sua reputação ser carbonizada

Motim na Paraíba, no Ceará e outros tantos estados brasileiros ameaçados por uma sublevação das forças policiais.

Tudo isso por conta com a anuência da família Bolsonaro. Os governadores já perceberam a cilada em que foram colocados e se unem contra o governo.

A coisa toda é tão boa que agora colocam o Moro na parede pra tentar pressionar o PT no Nordeste e debelar os motins existentes e que possam vir a surgir.

Moro está emparedado e ele vai ter que escolher um lado. Age contra os motins e perde prestígio com a extrema-direita ou faz vista grossa e então assiste sua reputação ser carbonizada como o ministro da Justiça que deixou o país ser consumido pela mais profunda desordem.

É uma forma de tostar o ministro da justiça que busca passar por cima de seu próprio chefe.

Mas mesmo assim é uma estratégia delicada. Talvez Jair Bolsonaro não contasse com o ato de usar a GLO e mandar a Força Nacional para o Ceará não estava no plano do presidente.

É claro que o Planalto quer o descontrole. É perfeito para eles reforçarem o discurso autoritário e atacar o nordeste, região de oposição.

Agora o governo irá a todo custo, junto com seus apoiadores, tentar manter seus seguidores arregimentados, não é por menos que já agitam manifestações para março.

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Cleber Lourenço

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