o colunista

por Cleber Lourenço

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27 de janeiro de 2020, 13h54

Moro, Morinho e Mourão. Alguém vai cair?

Mourinho – ou melhor, Wilson Witzel – não perdeu tempo em alfinetar o presidente Jair Bolsonaro

O governador do Rio, Wilson Witzel, em ligação para Mourão (Reprodução)

Mourinho – ou melhor, Wilson Witzel – não perdeu tempo em alfinetar o presidente Jair Bolsonaro, chefe da família que lhe ajudou em campanha e agora atual desafeto político (precisamos deixar isso sempre claro).

Neste último final de semana um vídeo compartilhado nas redes sociais pelo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, mostrou ele ligando para o vice-presidente Hamilton Mourão e o chamando de “senhor presidente”.

Apelativo e provocativo? Sim, por mais que ofenda o presidente da República acredito que a política não precise deste tipo de picuinha. Apenas infantiliza o depare político e diminuiu o nível da argumentação. Mas esse não é o debate.

A atitude ainda rendeu uma “chamada de atenção” do General da Reserva que afirmou faltar ética e moral ao governador carioca.

Para debater esse assunto precisamos voltar para dezembro do ano passado quando Bolsonaro andou dizendo algumas coisas graves. Depois de dar a entender que teria acesso a informações prévias envolvendo a investigação do filho Flávio, ele disse: “Vocês sabem o caso do Witzel, foi amplamente divulgado aí, inteligência levantou, já foi gravado conversa entre dois marginais citando meu nome para dizer que eu sou miliciano. Armaram.”

Se a afirmação de Bolsonaro estiver correta então a frase do governador não é uma simples provocação, mas sim um anúncio do que pode estar por vir. Combina perfeitamente com o retorno do termo “tic tac” nas redes.

Mas é como eu já disse uma vez: não se empolgue com Mourão. Embora tenha mais decoro e modos que Bolsonaro, ainda sim é um direitista fanático de primeira linha.

A provocação de Witzel ainda faz mais sendo quando analisamos o primeiro ano de governo Bolsonaro. Nos primeiros meses jornais, políticos e jornalistas apostavam todas as suas fichas em Mourão como sucessor de Jair Bolsonaro, colocaram ele no pedestal dos moderados e seguiram em campanha. Mourão também protagoniza embates contundentes com o presidente.

Porém conforme Moro foi abrindo espaço no noticiário político, Mourão foi entrando nos bastidores. Entra Moro e sai Mourão. Movimento voluntário, nada a contra gosto do vice-presidente.

Vale lembrar que no auge das humilhações impostas por Bolsonaro à Moro, foi Mourão quem aconselhou Moro.

Foi neste blog que adiantei a informação de que Dória, por intermédio de seu ex-secretário Gilberto Kassab estaria afirmando que Bolsonaro não poderia concluir o mandato.

Ano passado eu divulguei por aqui que fontes afirmaram que Gilberto Kassab (PSD) que durou apenas três dias na Casa Civil do governo João Dória, disse para pessoas próximas que Dória saberia que o governo Bolsonaro duraria no máximo dois anos.

Enquanto isso o país vive na mais completa esculhambação, definitivamente a nova política tornou o país ingovernável e mergulhado no mais profundo desrespeito pela institucionalidade.

Em tempo via Twitter

O Enem pegando fogo e ele ainda arranja tempo para fazer vídeo de seu gabinete para chamar jornalista de fedido, publicar Fake News sobre o Reinaldo Azevedo e ainda por cima revisar provas de apoiadores. Enquanto isso o Enem afunda.

Já falei aqui, essa situação toda não é apenas um erro isolado, mas sim um projeto.

*Este artigo não reflete, necessariamente, a opinião da Revista Fórum.

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