o colunista

por Cleber Lourenço

O que o brasileiro pensa?
12 de dezembro de 2019, 23h51

Não são os jogos, é a extrema direita

Leia na coluna de Cleber Lourenço: "Terroristas de extrema direita, normalmente, estão agrupados em fóruns na internet e costumam cultuar o nazismo, fascismo, entre outras ideologias e grupos de ódio"

Reprodução

Terrorismo! Quando falamos sobre o assunto a primeira coisa que as pessoas imaginam é o estereótipo preconceituoso de um muçulmano.

Mas o que todo mundo esquece é o fato de que, aos poucos, caminhamos para uma nova era de terrorismo, com a ascensão da extrema direita ao redor do mundo. Entre os inúmeros aspectos terríveis que ela traz, o terrorismo é uma delas.

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Geralmente protagonizado por homens brancos, frustrados social ou sexualmente, ou incels, que significa involuntariamente celibatário e define uma comunidade virtual masculina, que tem em comum a inabilidade de convencer mulheres a terem relações sexuais com eles.

Normalmente, estão agrupados em fóruns na internet (por uma questão de responsabilidade social não darei nomes desses grupos) ligados à extrema direta e costumam cultuar o nazismo, fascismo, entre outras ideologias e grupos de ódio.

No Brasil, o principal fórum de “fracassados sociais” foi criado por um sujeito que, atualmente, está cumprindo pena de 41 anos, após ser preso em uma operação da Polícia Federal.

Além de racismo, os fóruns sempre possuem temas como pedofilia, feminicídio e homofobia, sempre em conjunto. Não que os incels sejam a fonte do problema ou geradores do terrorismo de extrema direita, porém fazem parte da equação.

Em abril de 2018, um homem que dirigia uma van em uma via movimentada da cidade de Toronto, no Canadá, matou dez pessoas e feriu outras 14.

O criminoso, Alek Minassian, foi preso a algumas quadras do local. Minassian é um homem branco de 25 anos e nacionalidade canadense.

Em um post em sua conta no Facebook feito minutos antes do atentado, Minassian louvou Elliot Rodger, autor do Massacre de Isla Vista, na Califórnia, em 2014, dizendo que a rebelião Incel já havia começado.

Tem frustração, tem ódio

Não há apenas frustração. Alguns terroristas de extrema direta apenas vivem de um instinto assassino. Querem matar todo e qualquer indivíduo que pense diferente de suas convicções.

É o caso de Anders Breivik, que matou mais de 70, em um duplo atentado realizado contra uma sede do governo norueguês e contra jovens do partido trabalhista do país. Longe da frustração dos incels, Anders apenas desejava o extermínio de quem pensasse diferente dele.

Porém, pessoas como os incels ou Breivik não estão sozinhas e começam a se agitar.  Um relatório do Índice de Terrorismo Global de 2018 indicou um recuo de 27% nas mortes em ações terroristas. Por outro lado, o mesmo relatório também acendeu uma luz vermelha, mostrando que a Europa Ocidental e a América do Norte registraram, entre 2013 e 2017, 127 ataques feitos por grupos e indivíduos de extrema direita, que deixaram mais de 60 mortos. Segundo o jornal “The Independent”, 47 desses ataques ocorreram em 2017, o que mostra que o mundo pode estar frente à uma nova ameaça.

O terrorismo de direita chegou até a ser tema de filme em 2016, com “Imperium”, estrelado por Daniel Radclife. Um jovem agente do FBI trabalha disfarçado para deter um grupo americano de neonazistas, que acredita na supremacia branca e quer explodir uma bomba em um atentado terrorista.

*Este artigo não reflete, necessariamente, a opinião da Revista Fórum.

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