o colunista

por Cleber Lourenço

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24 de março de 2020, 09h35

O impeachment de Bolsonaro nunca esteve tão próximo

O impeachment começa a tomar contornos. A pesquisa em São Paulo foi uma das chancelas que o Congresso queria para poder pensar no afastamento do presidente

Jair Bolsonaro - Foto: Reprodução

Depois de Jair Bolsonaro quase mergulhar o país na mais completa barbárie com a Medida Provisória 927, que cortaria os salários de trabalhadores por até quatro meses, uma série de reações se desencadearam.

A MP 927 não foi bem recebida no Congresso Nacional e foi alvo de críticas contundentes de Rodrigo Maia, presidente da Câmara, que apontou que o governo deve ir na direção contrária.

Ao longo de todo o dia, os filhos do presidente permaneceram mais contidos evitando o estardalhaço nas redes para agitar as massas, eles também sabiam que a coisa toda havia pegado mal.

Bolsonaro ainda não sabe o que fazer com a faixa presidencial. Mais de um ano no cargo e se mostra completamente perdido.

O episódio acirrou os ânimos no ministério da Economia comandado por Paulo Guedes, que no começo do mês afirmava ter 15 semanas. Para o quê? Não sei, talvez umas férias compulsórias.

O fato é que Bolsonaro saiu chamuscado e sob os barulhos de um novo panelaço.

Tudo isso em uma semana onde foi revelado que Bolsonaro conquistou no município de São Paulo uma baixa aprovação. O ótimo e bom é de apenas 25%.

Tudo isso em uma cidade onde recebeu 60% dos votos em 2018.

Enquanto Bolsonaro se mantinha no campo das provocações e bagunça estava tudo bem. Infelizmente a crise deixou o rei nu e está colocando à prova toda a sua delinquência.

O presidente não consegue lidar com a vida real e isso está custando a sua popularidade.

E colocando ele nos colos de um processo de impeachment.

Não por menos uma desembargadora derrubou a decisão que suspendia as investigações contra Flávio Bolsonaro. Causalidade.

As instituições são extremamente oportunistas, nunca se esqueça disso.

O impeachment começa a tomar contornos. A pesquisa em São Paulo foi uma das chancelas que o Congresso queria para poder pensar no afastamento do presidente.

As trapalhadas do governo principalmente.

Se Bolsonaro se manter nesse ritmo, não demorará para que seja expurgado do Planalto.

*Este artigo não reflete, necessariamente, a opinião da Fórum

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