O que a Sara Winter quer quando diz “vamos Ucranizar”?

Leia na coluna de Cleber Lourenço: Funcionária de Damares Alves tem longo histórico de relações com neonazistas

Essa semana a ex-militante feminista Sara Winter disse que chegou a hora de “ucranizar o brasil”. Mas o que seria isso?

https://twitter.com/_SaraWinter/status/1252288417578262528?s=19

O histórico da funcionária da ministra Damares Alves já é deprimente e lamentável por si só, e é suficiente para afastá-la de qualquer administração pública séria.

Seu pseudônimo faz remete à outra Sara, ainda mais infame. Sarah Winter née Domville-Taylor foi o nome de uma espiã nazista britânica, membro da União Britânica dos Fascistas e era próxima de Hitler.

Até os seus 17 anos viveu frequentando ativamente a cultura e grupos neonazistas de São Paulo.

Em um antigo blog ela entrevistou a banda neonazista Stuka.

Ela também foi flagrada com a banda de extrema-direita “Bronco Army”.

No auge de suas acusações de conexões com o movimento neonazista brasileiro ela chegou a ser defendida por uma das fundadoras do FEMEN, que fez uma defesa no mínimo controversa.

Em entrevista para a jornalista Mônica Bergamo, a ucraniana Inna Shevchenko disse: “As pessoas têm direito ao passado. Aceitamos ex-prostitutas, ex-nazistas e ex-direitistas. O importante é que ela agora é uma de nós”.

Bruna Themis, ex-companheira de Sara no Femen BR disse uma vez em entrevista para o portal Opera Mundi: “A Sara disse que admira Hitler como pessoa, que ele foi um bom marido, que amava os animais, mas que não admira o Hitler público”.

Mas antes fosse só Sara Winter que tivesse problemas com o neonazismo. A matriz do grupo na Ucrânia também se jogou aos braços do neonazismo em 2014 durante as manifestações contra o governo e que pediam mais proximidade do país com a Europa.

Militantes do FEMEN ostentam uma bandeira da OUN-UPA, organização fundada pelo nazista ucraniano e o agente da SS, Stepan Bandera(Popel). A organização fazia parte batalhão da Waffen SS Galizien, que curiosamente ostentava o número “14” e que sabotou inúmeras eleições da Ucrânia socialista.

Evgenia Krayzman, ativista do Femen ucraniano, postou uma foto posando triunfalmente em frente ao prédio em chamas da Casa dos Sindicatos em Odessa.

O massacre vitimou 116 pessoas – mortos pelo incêndio e também a tiros, facadas, machadadas e espancamentos. Incluem-se nessa lista crianças, idosos e mulheres (entre elas, uma grávida estrangulada pelos fascistas no 3º andar do prédio).

Uma militante do FEMEN também foi flagrada ao lado de um militante do partido neofascista Svoboda e também segurando uma faixa com o símbolo do Svoboda.

As manifestações que acabaram com o governo do então presidente democraticamente eleito, Viktor Yanukovich, foram inclusive alvo de críticas e observações na imprensa mundial, especialmente na Alemanha, que estranhou o fato do colaborador do regime nazista Stepan Bandera, autor e mandante de inúmeros massacres de poloneses e judeus no oeste da Ucrânia, ser alçado ao posto de herói pelos manifestantes.

O levante “popular” ganhou ainda mais destaque depois de demonstrar seu apoio aos sanguinários militares do destacamento do exército ucraniano conhecido como batalhão Azov e que são abertamente defensores do nazismo.

Tendo em vista o histórico do que seria “ucranizar”, refaço a pergunta!

O que a Srta. Sara pretende fazer ou alcançar quando decide convocar 300 civis e militares para Brasília com o objetivo de “ucranizar” o país?

A situação fica ainda mais preocupante quando lembramos que o pedido de “ucranização”da militante de extrema-direita vem um dia após o filho do presidente postar um enigmático vindo onde apoiadores do presidente atiram à esmo gritando palavras de apoio ao presidente Jair Bolsonaro.

Estaria Sara ameaçando a segurança nacional?

Meu objetivo apurar os fatos. Se a agitadora quiser se pronunciar aqui terei o prazer de inserir suas justificativas.

*Este artigo não reflete, necessariamente, a opinião da Fórum

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Cleber Lourenço

Não acho que o debate politico e o jornalismo precisem distribuir informação de forma fria e distante dos leitores, notícias são somente úteis no contexto do cotidiano e é nisso que acredito.

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