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03 de abril de 2020, 12h49

Felipe Prior, ex-participante do BBB, é acusado de estupro por duas mulheres

Em reportagem, Marie Claire revela conteúdo de documentos acusando formalmente o ex-BBB Felipe Prior de violentar mulheres entre os anos de 2014 e 2018. Uma delas chegou a ter uma laceração na vagina

Reprodução

Duas mulheres acusam Felipe Prior, um dos queridinhos da edição do BBB20, de estupro, e uma terceira o acusa de tentativa de estupro, na época em que era aluno do curso de arquitetura da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

A revista Marie Claire teve acesso a documentos e entrou em contato com as vítimas. Uma delas relata que, pegando carona de volta de uma festa, Felipe teria estacionado o carro, partido para cima dela e a arrastado para o banco de trás. De acordo com a revista, no depoimento consta que Felipe tirou a roupa da vítima e abriu a própria calça, deixando seu pênis para fora. Por estar alterada, ela disse que não conseguia oferecer resistência física, mas que falou não a ele muitas  vezes, deixando claro que não queria ter relações sexuais. Felipe teria reagido dirigindo-se a ela aos gritos, dizendo “para de ser fresca, no fundo você quer, não é hora de se fazer de difícil” e, diante das seguidas negativas de Themis, insistido : “quer sim”. Então, Felipe teria estuprado a vítima, identificada pela revista pelo pseudônimo de Themis.

Ela conta que a violência do estupro foi tanta que causou uma laceração em seu lábio vaginal esquerdo, fazendo com que o carro, ela e o estuprador ficassem ensopados de sangue. Ele, então, parou, e perguntou se ela queria ser levada ao hospital. Themis respondeu que queria ir para casa e “mais nada”. Felipe a deixou no portão de casa e foi embora. Ela precisou levar pontos na vagina.

Ainda de acordo com o documento que Marie Claire teve acesso, durante os jogos InterFAU de 2016, em Biritiba Mirim, Felipe Prior teria tentado estuprar outra mulher, hoje com 24 anos. Segundo depoimento dela, ele novamente tentou se aproveitar de uma mulher embriagada a convenceu a entrar em sua barraca no camping dos jogos universitários depois de abordá-la num festa. Na barraca, quando viu que não tinha camisinha, ela disse não. Foi quando ele tentou estuprá-la, mas ela conseguiu fugir.

Já nos jogos InterFAU de 2018, no município de Itapetininga, Felipe teria cometido outro estupro. O relato é parecido: a vítima também estava embriagada. De acordo com ela, Felipe a convidou para entrar em sua barraca, onde iniciaram relações com consentimento. Mas Prior passou a agir de maneira agressiva e a vítima disse que queria que parar, mas ele não respeitou. De acordo com o documento, Felipe desferiu tapas no rosto e por todo o corpo da vítima, mesmo depois que dela dizer que estava sentindo dor e tentado parar. Duas testemunhas, que estavam na barraca ao lado, escutaram a vítima chorar e pedir que Prior parasse. “Uma voz feminina chorando. A voz dizia “Para, tá me machucando” e continuava chorando.” Essas testemunhas sustentam a versão no documento da acusação.
Procurada, a assessoria de Felipe Prior negou os estupros. O próprio não quis se posicionar.

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