Dado Dolabella diz que teve "condenação política" e culpa Dilma ao falar de agressão a Piovani
O processo movido por Luana Piovani teve início em 2008, após agressão em uma boate no Rio de Janeiro. Em 2010, Dado foi condenado a dois anos e nove meses de prisão pela Lei Maria da Penha.
Em meio a novas denúncias de violência contra mulheres, desta vez da empresário Marcela Tomaszewski, o ator Dado Dolabella lembrou do processo por agressão da também ex-namorada Luana Piovani e afirmou que, nesse caso, foi "condenado politicamente" e culpou a ex-presidente Dilma Rousseff.
Dado foi indagado sobre o tema, que voltou à tona após o novo caso de agressão e respondeu que "na época eu tinha 27 anos e não tinha a maturidade que eu tenho hoje. E muito menos a advogada que me acompanha hoje também".
"A única condenação que ela conseguiu foi anulada por ser uma condenação política. Ela entrou em contato com a Dilma, que era presidente na época. A presidente Dilma fez uma medida para a ministra desarquivar o processo e me dar a condenação política", emendou.
O processo movido pela atriz teve início em 2008, após agressão em uma boate no Rio de Janeiro. Em 2010, Dado foi condenado a dois anos e nove meses de prisão pela Lei Maria da Penha.
O advogado do ator, no entanto, recorreu da decisão afirmando que "o que se espera da Lei Maria da Penha é que ela dê proteção à mulher no âmbito doméstico ou familiar. E nenhum desses dois casos se enquadra nesse processo".
Três anos depois, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) tratou o caso como "lesão corporal" em uma interpretação tacanha da lei, afirmando que "é público e notório que a Luana Piovani nunca foi uma mulher oprimida ou subjugada aos caprichos do homem".
Um ano depois, o Superior Tribunal de Justiça retomou a condenação por violência doméstica. À época, Dilma se pronunciou nas redes dizendo que "por unanimidade, o STJ considerou que a Lei Maria da Penha deve ser aplicada em todos os casos de agressão à mulher".
"É uma demonstração de que a Lei Maria da Penha protege a todas. Tolerância zero à violência contra a mulher", disse a então ocupante da Presidência da República, que não tem poder algum de interferir na Justiça.
No entanto, o processo estava prescrito e foi arquivado em 2016.