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Dado Dolabella diz que teve "condenação política" e culpa Dilma ao falar de agressão a Piovani

O processo movido por Luana Piovani teve início em 2008, após agressão em uma boate no Rio de Janeiro. Em 2010, Dado foi condenado a dois anos e nove meses de prisão pela Lei Maria da Penha.

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Plínio Teodoro é jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Política e Relações Internacionais pela FESPSP e em Psicologia Transpessoal pelo Ipec-Campinas. Com mais de 30 anos de experiência, já atuou em redações de veículos como Folha de S.Paulo, O Estado de Minas, O Globo, G1, iG, Terra, CBN e Jornal da Tarde, tendo se dedicado principalmente ao jornalismo político, cobertura de eleições e pautas de governo, tanto como repórter quanto como editor.
Dado Dolabella diz que teve "condenação política" e culpa Dilma ao falar de agressão a Piovani
Dado Dolabella e Luana Piovani. Reprodução de vídeo / Instagram

Em meio a novas denúncias de violência contra mulheres, desta vez da empresário Marcela Tomaszewski, o ator Dado Dolabella lembrou do processo por agressão da também ex-namorada Luana Piovani e afirmou que, nesse caso, foi "condenado politicamente" e culpou a ex-presidente Dilma Rousseff.

Dado foi indagado sobre o tema, que voltou à tona após o novo caso de agressão e respondeu que "na época eu tinha 27 anos e não tinha a maturidade que eu tenho hoje. E muito menos a advogada que me acompanha hoje também".

"A única condenação que ela conseguiu foi anulada por ser uma condenação política. Ela entrou em contato com a Dilma, que era presidente na época. A presidente Dilma fez uma medida para a ministra desarquivar o processo e me dar a condenação política", emendou.

O processo movido pela atriz teve início em 2008, após agressão em uma boate no Rio de Janeiro. Em 2010, Dado foi condenado a dois anos e nove meses de prisão pela Lei Maria da Penha.

O advogado do ator, no entanto, recorreu da decisão afirmando que "o que se espera da Lei Maria da Penha é que ela dê proteção à mulher no âmbito doméstico ou familiar. E nenhum desses dois casos se enquadra nesse processo".

Três anos depois, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) tratou o caso como "lesão corporal" em uma interpretação tacanha da lei, afirmando que "é público e notório que a Luana Piovani nunca foi uma mulher oprimida ou subjugada aos caprichos do homem".

Um ano depois, o Superior Tribunal de Justiça retomou a condenação por violência doméstica. À época, Dilma se pronunciou nas redes dizendo que "por unanimidade, o STJ considerou que a Lei Maria da Penha deve ser aplicada em todos os casos de agressão à mulher".

"É uma demonstração de que a Lei Maria da Penha protege a todas. Tolerância zero à violência contra a mulher", disse a então ocupante da Presidência da República, que não tem poder algum de interferir na Justiça.

No entanto, o processo estava prescrito e foi arquivado em 2016.

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