Quem é a cantora símbolo da música paraense encontrada morta em casa
Perfil oficial de Ruthetty, considerada “Rainha do Tecnomelody”, confirmou o falecimento
A música da região Norte, uma das mais ricas culturalmente do país, está de luto. A cantora Ruth Gomes dos Santos, que nos anos 2000 ficou conhecida como Ruthetty, foi encontrada morta, nesta quarta-feira (3), em sua casa no bairro da Marambaia, em Belém, no Pará.
A informação foi confirmada no perfil oficial da artista paraense nas redes sociais. Porém, a causa da morte ainda não foi divulgada. Em 2024, a cantora anunciou sua volta aos palcos depois de superar um tratamento contra depressão.
Familiares da cantora estão rem contato com as autoridades para tentar entender o que ocorreu. Atualmente, Ruthetty realizava tratamento, depois de ser diagnosticada com esquizofrenia.
Apesar de estar em tratamento, a cantora optou por seguir com a agenda de shows. A questão foi debatida com a família e todos concluíram que continuar com as apresentações estava “fazendo bem” para ela. As informações são da assessoria de imprensa da artista.
Considerada um ícone da música paraense, a “Rainha do Tecnomelody”, como era chamada, marcou o começo do século, com sucessos locais como “Viver de Ilusão” e “Amor da Minha Vida, Eterno Amor”.
Ruthetty conquistou milhares de fãs na região Norte, com canções que tinham como característica principal letras apaixonadas. Durante a carreira, lançou cinco álbuns e fez apresentações em diferentes emissoras de televisão.
“Eu noto que as pessoas, os paraenses em geral, gostam das letras apaixonadas do tecnomelody e de dançar. Então, esse estilo é muito presente entre nós todos que moramos no Pará”, relatou Ruthetty, em entrevista para O Liberal, em 2024.
Um ano antes, ela anunciou que se afastaria da vida artística em consequência de um diagnóstico grave de depressão. Ruthetty precisou, inclusive, ser internada em uma clínica especializada em São Paulo, onde passou por tratamento.
Busque ajuda
A Fórum tem a política de ser transparente com seus leitores, publicando casos de suicídio e fazendo alerta sobre a necessidade de se buscar ajuda em casos que possam levar a pessoa a tirar a própria vida.
De 2010 a 2019 no Brasil, foram registradas 112.230 mortes por suicídio. Durante esse período, houve um aumento de 43% no número de vítimas por ano, passando de 9.454 em 2010 para 13.523 em 2019, conforme apontam os dados disponíveis no Ministério da Saúde.
Os principais sintomas que indicam um quadro depressivo, segundo o Ministério da Saúde, incluem:
Redução do interesse sexual;
Insônia ou sonolência: a insônia geralmente é intermediária ou terminal;
Humor depressivo: sentimentos de tristeza, desvalorização pessoal e culpa;
Retardo motor: falta de energia, preguiça ou cansaço excessivo, lentidão do pensamento, dificuldade de concentração, queixas de falta de memória, vontade e iniciativa;
Dores e sintomas físicos difusos: mal-estar, cansaço, queixas digestivas, dor no peito, taquicardia e sudorese;
Apetite: geralmente reduzido, mas em algumas formas de depressão pode haver aumento do apetite, com maior interesse por carboidratos e doces.
Principais canais de apoio
Em casos de ajuda ou informações, há meios acessíveis que fornecem apoio emocional e preventivo ao suicídio. Confira abaixo:
Centro de Valorização da Vida (CVV) – 188 (ligação gratuita); Atendimento também por chat, email e pessoalmente. Saiba mais pelo site.
CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da Família, Postos e Centros de Saúde);
UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro;
Hospitais.
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