Fake news associa morte do bebê de Bárbara Evans a vacina: “Absurdo”

Influenciadora, em post de indignação, deixou claro que se vacinou contra a Covid antes da gravidez e afirmou que se imunizaria mesmo grávida; "Sou a favor da vacina"

O negacionismo à ciência, ventilado principalmente por bolsonaristas, chegou ao ponto de colocar em xeque a segurança das vacinas contra a Covid-19 ao associar de maneira mentirosa a vacinação à morte de um bebê.

A vítima da notícia falsa foi a influenciadora Bárbara Evans, filha de Monique Evans. Na última semana, Bárbara, que estava grávida de gêmeos via inseminação artificial, informou que perdeu um dos bebês.

Na sexta-feira (17) ela veio a público para denunciar que um perfil do Instagram estava dando a entender que a morte de seu filho foi causada pela vacina.

“Ninguém tem direito de falar da minha vida, principalmente fake news. Ele [o perfil] quer dizer que perdi meu bebê porque tomei a vacina de coronavírus. Quando eu tomei, não estava grávida, e mesmo se eu estivesse grávida, eu tomaria. Sou a favor da vacina. Não existe ninguém no mundo para falar o que posso e não posso”, desabafou a influenciadora através dos “stories” do Instagram.

“Ele está usando a dor da família para ganhar mídia. Já mandei para o meu advogado. Tirei print de tudo o que ele fez. Peço que vocês denunciem essa página que fala mal da vacina, fala mal de tudo, sem noção do que estamos passando. Uma falta de respeito”, continuou, classificando ainda a atitude do autor da fake news como “absurdo”.

O perfil em questão já foi suspenso pelo Instagram e Bárbara Evans anunciou que vai processar o autor da postagem.

Notícias relacionadas

Avatar de Ivan Longo

Ivan Longo

Jornalista, editor de Política, desde 2014 na revista Fórum. Formado pela Faculdade Cásper Líbero (SP). Twitter @ivanlongo_

Você pode estar junto nesta luta

Fórum é um dos meios de comunicação mais importantes da história da mídia alternativa brasileira e latino-americana. Fazemos jornalismo há 20 anos com compromisso social. Nascemos no Fórum Social Mundial de 2001. Somos parte da resistência contra o neoliberalismo. Você pode fazer parte desta história apoiando nosso jornalismo.

APOIAR