Quilombo

por Dennis de Oliveira

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22 de novembro de 2016, 19h10

Negras e negros foram às ruas no dia 20 de novembro em defesa de direitos ameaçados

Cerca de 2 mil pessoas participaram da marcha em São Paulo

Cerca de 2 mil pessoas participaram da marcha em São Paulo

Em todas as principais cidades do Brasil, as entidades do movimento negro organizaram manifestações de rua no dia 20 de novembro, dia da Consciência Negra. O eixo das manifestações foi “Fora Temer, nenhum direito a menos”. A avaliação das entidades do movimento negro é que o governo atual sinaliza para uma retirada de direitos conquistados, principalmente com a proposta da PEC de congelamento dos investimentos públicos por vinte anos.

Em São Paulo, a marcha se concentrou no vão livre do MASP, na avenida Paulista e contou com cerca de 2 mil participantes. O ato iniciou com apresentações culturais e com uma fala política da deputada estadual Leci Brandão (PCdoB), além da participação de movimentos e organizações que fazem parte da Frente Povo Sem Medo. Um pouco antes, na Praça do Ciclista, o Circulo Palmarino, entidade do movimento negro, realizou uma aula pública para lançar a campanha “Um povo sem memória não é um povo livre”, questionando as propostas de retirada dos conteúdos humanistas e históricos das grades curriculares do ensino fundamental e médio e, particularmente, os conteúdos previstos na Lei 10639/03 (História da África e Cultura afrobrasileira). (clique aqui para ver a íntegra da aula pública)

Três carros de som animaram a marcha. Um, principal, com as falas das organizações que fazem parte da Convergência Negra e outras organizações da Frente Povo Sem Medo, além de personalidades e ativistas da luta contra o racismo; o segundo carro foi coordenado pelas integrantes do núcleo impulsor da Marcha das Mulheres Negras e o terceiro, por lideranças da juventude negra.

Provocação

Organizações de cunho nazifacista, como o Movimento Brasil Livre e o Vem pra Rua, marcaram um ato para o mesmo dia e horário na avenida Paulista em “defesa da Lava Jato”. Ficou nítida a tentativa de provocação e o desejo de criar um confronto com os manifestantes da comunidade negra que, tradicionalmente, fazem a marcha no dia 20 de novembro naquele local. Houve alguns incidentes como ovos atirados em direção aos manifestantes e a agressão destemperada de um manifestante direitista contra mulheres negras que estavam indo para a marcha. A agressão deste homem foi filmada pela equipe do “Jornalistas Livres”. (clique aqui para ver)

Apesar destes incidentes, a marcha correu tranquilamente e foi encerrada na escadaria do Teatro Municipal, onde foi fundado em 1978 o Movimento Unificado contra a Discriminação Racial.

Em várias outras capitais, houve manifestações do movimento negro contra o governo golpista de Temer, a PEC 241/55 e a retirada de direitos.

 


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