Negras e negros vão as ruas no dia 20 para dizer “Fora Temer!”

O movimento negro brasileiro está organizando manifestações em todo o Brasil no dia 20 de novembro para celebrar o Dia da Consciência Negra. Estas manifestações organizada pela Convergência Negra, articulação nacional de entidades do movimento negro brasileiro, tem como palavra de ordem principal “Fora Temer, nenhum direito a menos!”. Em São Paulo, a marcha sairá […]

cartaz da marcha de 20 de novembro em São Paulo

O movimento negro brasileiro está organizando manifestações em todo o Brasil no dia 20 de novembro para celebrar o Dia da Consciência Negra. Estas manifestações organizada pela Convergência Negra, articulação nacional de entidades do movimento negro brasileiro, tem como palavra de ordem principal “Fora Temer, nenhum direito a menos!”.

Em São Paulo, a marcha sairá do vão livre do MASP com concentração marcada para as 11 horas. No link http://migre.me/vlGmn é possível acessar a página do Facebook da marcha de São Paulo.

Segundo os organizadores, o objetivo é mostrar a sociedade que o golpe parlamentar que colocou Michel Temer na presidência é um retrocesso às conquistas democráticas e também uma ameaça aos direitos conquistados pela população negra nos últimos anos.

No texto de convocação da marcha em São Paulo , os organizadores afirmam: “Vemos com preocupação a crescente onda conservadora no Brasil de conteúdo racista, misógino, classista e fascista, com forte impacto em São Paulo, ameaçando direitos conquistados, violando a constituição, aumentando a violência, o desemprego e a precarização do trabalho.”

Mais adiante, o texto explicita os eixos da manifestação que são os seguintes:

  1. Manutenção e fortalecimento das políticas públicas de promoção da igualdade racial com a criação de órgãos de políticas de igualdade racial nos municípios onde não existem e fortalecimento onde existem;
  2. Manutenção e fortalecimento das políticas públicas para mulheres, dando prioridade as mulheres negras, com a criação de órgãos de políticas para mulher nos municípios onde não existem e fortalecimento onde existem;
  3. Combate ao genocídio da juventude negra, contra a redução da maioridade penal e a violência policial e pela implantação de políticas públicas para jovens negras e negros, em especial dos bairros periféricos;
  4. Políticas de ação afirmativa com corte racial e de gênero, implantação de medidas para ampliação da presença de mulheres negras nos espaços de poder.
  5. Plena implantação das Leis 10639/03 e 11645/08, que tratam da história e cultura da população negra e dos povos indígenas e, nas redes de ensino pública e privada.
  6. Cumprimento da Constituição que trata da titulação e regularização de terras das comunidades quilombolas e demarcação das terras indígenas, com políticas públicas para a melhoria das condições de vida.
  7. Combater a intolerância religiosa, defender a laicidade do Estado e a liberdade de culto.
  8. Pela criminalização da homofobia.
  9. Democratização dos meios de comunicação.
  10. Defesa e apoio das manifestações da cultura afrobrasileira.
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Dennis de Oliveira

Jornalista e professor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP).

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