escrevinhador

por Rodrigo Vianna

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03 de fevereiro de 2011, 09h10

Quem são os defensores de Hosni Mubarak

por Eduardo Guimarães: “Seria inaceitável a descoberta de que os manifestantes pró Hosni Mubarak agiram estimulados pelo governo egípcio”, disse o premiê britânico, David Cameron, do Partido Conservador. Referiu-se aos ataques de cerca de três mil micianos aos milhares e milhares de manifestantes engajados na luta pela renúncia do ditador do Egito.

Os defensore$ de Mubarak
por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania

Seria inaceitável a descoberta de que os manifestantes pró Hosni Mubarak agiram estimulados pelo governo egípcio”, disse o premiê britânico, David Cameron, do Partido Conservador. Referiu-se aos ataques de cerca de três mil micianos aos milhares e milhares de manifestantes engajados na luta pela renúncia do ditador do Egito.

Montados em cavalos e até em camelos, disparando metralhadoras, apresentaram-se como “simpatizantes do governo”, o que parece uma piada. O exército, que o governo colocou nas ruas, não interferiu. Deixou à vontade os homens treinados que provocaram os choques nas ruas do Cairo nesta quarta-feira.

A mídia brasileira trata os prováveis mercenários do regime egípcio como “simpatizantes do governo”.  Ou seja, como eles querem ser tratados. Vende a versão deles, ainda que cite a acusação de que estão a serviço de Mubarak. Cada manchete que mencione “simpatizantes”, portanto, será um ato de desinformação.

Outra tramóia é a proposta de Mubarak de ficar no cargo e não se candidatar na eleição de setembro. Visa desmobilizar a população. Algum tempo depois, começará a repressão silenciosa aos revoltosos, que, obviamente, jamais chegará à mídia internacional, que só rompeu o silêncio de décadas sobre a ditadura egípcia quando o povo tomou as ruas.

A cobertura da crise no Egito parece com a do golpe de Estado em Honduras, país em que a causa da deposição de seu ex-presidente Manuel Zelaya acaba de ser institucionalizada, pois o país acaba de aprovar uma lei permitindo a reeleição do presidente da República. Acredite quem quiser…

É uma cobertura meio “asséptica”, sobre o Egito. Os juízos de valor desapareceram, ao menos na TV. E na grande imprensa escrita, apesar de um ou outro muchocho contra Barack Obama, nenhuma alusão à diferença de tratamento que os EUA dão aos governos do Irã e do Egito, obviamente que por conta da posição de toda a mídia contra Mahmoud Ahmadinejad.

É escandaloso que a grande imprensa não esteja denunciando como se deve essa reação mascarada e violenta do ditador do Egito e o evidente apoio do governo Obama ao que a população mobilizada do país denuncia ser um golpe para o governo ganhar tempo. Fede a cumplicidade entre os três entes – Mubarak, Obama e mídia.


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