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por Rodrigo Vianna

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04 de julho de 2014, 12h32

Ataque de Constantino à Constituinte mostra que a luta está no caminho certo

As palavras de Constantino comprovam que os movimentos sociais, sindicatos, entidades estudantis e associações estão no caminho certo com a campanha. A linguagem dos tempos da Guerra Fria, usada pelo colunista, atesta que os setores conservadores veem na Constituinte um inimigo tão central como foi o comunismo no século 20.

Por Igor Felippe, no Escrevinhador

O colunista da Veja Rodrigo Constantino, que tem se notabilizado como a ponta de lança de direita truculenta, fez um artigo para “alertar” a sociedade sobre o perigo da campanha de mais de 200 organizações pela convocação de uma Constituinte Exclusiva e Soberana para o Sistema Político.

Constantino, que recebeu o apelido de Menino Maluquinho por suas “ideias arrojadas”, denuncia o “projeto golpista de uma constituinte para instaurar uma ‘democracia direta’”, que seria empunhado por conjunto de organizações comunistas. “O Brasil corre sérios riscos. Nossa democracia está ameaçada. É preciso reagir!”, afirma o paranoico colunista.

As palavras de Constantino comprovam que os movimentos sociais, sindicatos, entidades estudantis e associações estão no caminho certo com a campanha. A linguagem dos tempos da Guerra Fria, usada pelo colunista, engrandece a articulação e atesta que os setores conservadores veem em uma Assembleia Constituinte uma inimiga tão central quanto o comunismo no século 20.

Os chavões e lugares comuns de Constantino contra a campanha demonstram que, apesar de colocar a corrupção com um dos grandes problemas nacionais, não admite uma profunda reforma política que altere as raízes de um modelo corrupto.

Condenar de forma genérica a corrupção sem apresentar uma proposta para enfrentá-la não passa de palavras ao vento, que fazem uma cortina de fumaça sobre interesses político-eleitorais que pretendem derrotar o PT.

A maior parte dos parlamentares que está no Congresso Nacional não admitirá uma profunda reforma do sistema político, uma vez que para se eleger se adaptou às regras vigentes, que desejam que sejam mantidas para garantir a continuidade desses mesmos deputadores e senadores no Parlamento.

Quem coloca a responsabilidade no Congresso de fazer essas mudanças deseja, no fundo, que seja mantido o sistema político ou padece de uma ingenuidade infantil de acreditar que essa estrutura de poder pode se auto-reformar.

Daí a necessidade de uma nova arena congressual, eleita com regras diferentes, para debater de forma democrática as mudanças no sistema político, à luz dos interesses da sociedade, que se manifestaram de forma clara nas mobilizações de junho do ano passado.

Os setores conservadores criticam o jogo político, mas não querem mudar as regras de verdade. As mudanças cosméticas em discussão no Congresso não passam de um jogo de cena para enganar a sociedade, porque não resolvem os problemas do sistema político.

Constantino, como caixa de ressonância dos setores conservadores, nos alerta, na verdade, que só teremos mudanças no país se houver uma Constituinte para o Sistema Política. Aqueles que querem se contrapor à ofensiva conservadora, tem na campanha pela Constituinte o principal instrumento para enfrentar as engrenagens do poder que  impedem as mudanças estruturais no nosso país.


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