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por Rodrigo Vianna

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16 de dezembro de 2010, 10h05

Aumento de salário ‘pegou mal’, diz deputado

Do SRZD: Uma das alegações para o aumento salarial autoconcedido pelos parlamentares é de que os vencimentos devem ser proporcionais ao tamanho da responsabilidade que os mesmos exercem. Na visão do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), a ideia não se justifica e o reajuste de 61,8% "pegou muito mal" para o Legislativo brasileiro.

Aumento de salário ‘pegou mal’ para o Legislativo, alerta deputado

por Leonardo Guedes, no SRZD

Uma das alegações para o aumento salarial autoconcedido pelos parlamentares (presidente da República e ministros também foram beneficiados) é de que os vencimentos devem ser proporcionais ao tamanho da responsabilidade que os mesmos exercem. Na visão do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), ouvido nesta quinta-feira pelo SRZD, a ideia não se justifica e, usando a gíria popular, o reajuste de 61,8% “pegou muito mal” para o Legislativo brasileiro.

“O aumento de salário para um servidor que presta serviços à nação está ligado à razoabilidade. Lógico que não pretendemos que um deputado ganhe exatamente o salário mínimo, mas também não é razoável que isso (o reajuste aprovado) aconteça enquanto o governo alega que não tem condições para conceder um aumento no salário mínimo que passe os R$ 540. Não é compreensível, a proposta não foi boa. Não há condições de existir um vencimento tão destoante da realidade nacional é muito alto para os padrões brasileiros”, resume.

Valente observa que além da exposição negativa gerada para o Congresso Nacional, existe outra questão que considera “oculta para a sociedade”: “O financiamento privado das campanhas é um problema 100 vezes maior que o reajuste salarial dos deputados”.

O deputado socialista falou sobre a tentativa do partido, que foi o único a votar contra a proposta na Câmara, de bloquear a pauta com o argumento de que o maior atingido com a má repercussão será a próxima legislatura, que toma posse em fevereiro de 2011: “Isso gera desgaste, uma desconfiança da população em relação aos legisladores, porque é justamento o Legislativo o poder mais exposto, há uma simbologia muito forte. Deveria existir um cuidado maior no diálogo com a sociedade”.

Lembrando que a média salarial estabelecida por instituições como o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) é de R$ 2.100,00 para que um trabalhador possa suprir suas necessidades básicas, o parlamentar frisou sobre os projetos apresentados pelo PSOL para o reajuste progressivo até este patamar.


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