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por Rodrigo Vianna

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16 de julho de 2014, 09h43

Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul condenam Israel por ataques à Palestina

No documento, os líderes conclamam o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas a exercer plenamente suas funções no que diz respeito ao conflito israelo-palestino. “Opomo-nos à continuada construção e à expansão dos assentamentos nos Territórios Palestinos Ocupados pelo governo israelense, que violam o direito internacional”, diz declaração.

Por Daniel Lima e Sabrina Craide, da Agência Brasil

Os chefes de Estado dos países que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) reafirmaram hoje (15) o compromisso de contribuir para uma solução “abrangente, justa e duradoura” para o conflito entre Israel e Palestina. Na Declaração de Fortaleza, firmada após a 6ª Cúpula do Brics, os representantes apontaram que a resolução do conflito é fundamental para a construção de uma paz duradoura no Oriente Médio.

No documento, os líderes conclamam o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas a exercer plenamente suas funções no que diz respeito ao conflito israelo-palestino. “Opomo-nos à continuada construção e à expansão dos assentamentos nos Territórios Palestinos Ocupados pelo governo israelense, que violam o direito internacional, solapam gravemente os esforços de paz e ameaçam a viabilidade da solução de dois Estados”, diz a declaração.

O assunto também foi abordado no discurso do presidente da África do Sul, Jacob Zuma. Segundo ele, os países do Brics devem continuar a apoiar iniciativas para que as duas partes voltem a buscar soluções negociadas e pacificas para a crise política. “Continuamos com nossa convicção de que as duas nações busquem uma solução para que possam conviver pacificamente lado a lado. Essa é a única forma de estabilizar situação no Oriente Médio”, avaliou.

A Declaração de Fortaleza também expressou “profunda preocupação” com a situação na Ucrânia. “Clamamos por um diálogo abrangente, pelo declínio das tensões no conflito e pela moderação de todos os atores envolvidos, com vistas a encontrar solução política pacífica, em plena conformidade com a Carta das Nações Unidas e com direitos humanos e liberdades fundamentais universalmente reconhecidos”, diz o documento assinado pelos cinco presidentes, inclusive o mandatário russo, Vladimir Putin.

O Brics também apoia o governo do Iraque nos esforços para superar a crise, preservar a soberania nacional e a integridade territorial no país. O grupo pediu que os atores regionais e globais se abstenham de interferências que possam agravar a crise na região e apoiem o governo e o povo iraquianos para superar a crise. “Enfatizamos a importância da reconciliação e da unidade nacionais do Iraque, levando em consideração as guerras e os conflitos a que o povo iraquiano esteve submetido e, nesse contexto, saudamos a realização pacífica e ordenada da última eleição parlamentar”

O uso de armas químicas e o terrorismo foram condenados na declaração do Brics, que também manifestou preocupação com a violação de direitos e a situação humanitária na Síria.


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