escrevinhador

por Rodrigo Vianna

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28 de novembro de 2011, 12h51

Caso Controlar ou é por isso que o PiG é PiG

Por Renato Rovai: No dia 18 último, o presidente do Metrô foi afastado pela Justiça por descumprimento de ordem judicial. Na quinta-feira passada, o MP pediu o afastamento do prefeito Gilberto Kassab. O Caso Controlar e nem o do Metrô vão ficar nas manchetes porque são os aliados dos donos dos veículos de comunicação que estão envolvidos nele. Tanto os grupos empresariais que operam o serviço, quanto os governantes que o organizam.

Por Renato Rovai, no Blog do Rovai

No dia 18 último, o presidente do Metrô foi afastado pela Justiça por descumprimento de ordem judicial. O caso em questão guardava relação com a concorrência da linha 5 do Metrô e o prejuízo calculado para o Estado pera 4 bilhões de reais.

Na quinta-feira passada, o MP pediu o afastamento do prefeito Gilberto Kassab por conta de prejuízos calculados em 1 bilhão de reais aos cofres públicos na licitação do Controlar.

Na sexta, a Justiça determinou nova licitação e bloqueou os bens de Kassab.

Os jornais de hoje ignoram ambos os casos nas suas manchetes. Um já caiu no esquecimento (Metrô) e o outro virou nota de rodapé (Controlar).

Algumas pessoas acham forte a expressão PiG. Consideram-na inadequada por conta de condenar os veículos de imprensa por um papel que também é deles, o de fazer oposição.

De fato, seria exagerado se a os veículos comerciais tratassem todos os lados envolvidos no noticiário político a partir dos mesmos critérios. Ou ao menos de critérios semelhantes.

Mas como isso está longe de acontecer, chamar os veículos comerciais de PiG não é exagero algum.

Aqui na Fórum, o Dennis de Oliveira já chamou à atenção para o poder das empresas que realizam a inspeção veicular em São Paulo neste post que acabou gerando este outro.

Kassab armou um esquema tão “perfeito” que inclusive se tornou modelo em outros estados, como no Rio Grande do Norte, onde foi fruto de uma operação policial (Sinal Fechado) que levou para a cadeia 14 pessoas.

Em São Paulo, que começou a vigir em 2008 foi assinado em 1996, doze anos antes. Ainda na gestão Maluf. Nada, absolutamente nada, tem prazo de validade tão longo para ser exercido. Concursos públicos, vestibulares etc, caducam em prazo muito mais exíguo. Por que um contrato assinado 12 anos antes foi resgatado sem que houvesse questionamento mídático algum?

Não é só questão de condescendência com o mal feito. Neste caso o buraco é mais embaixo. Nesta operação de captura do Estado por setores privados corruptos e corruptores a mídia comercial faz parte do esquema.

Já foi assim nas privatizações dos anos 90, quando nada era noticiado e nem denunciado.

O Caso Controlar e nem o do Metrô vão ficar nas manchetes porque são os aliados dos donos dos veículos de comunicação que estão envolvidos nele. Tanto os grupos empresariais que operam o serviço, quanto os governantes que o organizam.

É por isso que o PiG é PiG.


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