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por Rodrigo Vianna

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29 de junho de 2015, 09h42

Com referendo e cerco aos bancos, Syriza coloca democracia direta contra sistema financeiro

O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, anunciou em pronunciamento em rede nacional que o Banco Central da Grécia “foi obrigado” a recomendar que os bancos não abram nos próximos dias.

Do Opera Mundi

O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, anunciou neste domingo (28/06) que o Banco Central da Grécia “foi obrigado” a recomendar que os bancos não abram nos próximos dias, assim como a imposição de restrições à retirada de dinheiro por parte de correntistas.

A decisão foi tomada em reunião de emergência do Conselho de Finanças da Grécia e anunciada em pronunciamento transmitido ao vivo pela TV grega.

Ele culpou o Banco Central Europeu (BCE) e outras instituições por tentar obstruir o referendo convocado para o próximo domingo, no que chamou de um “insulto” que envergonha a democracia europeia.

Tsipras disse também que solicitou novamente aos credores uma prorrogação do resgate, pedido rejeitado pelo Eurogrupo no sábado, para além do dia 30 de junho, quando vence o pacote de empréstimos oferecido pelos credores à economia da Grécia. A extensão permitiria que o BCE aumentasse os empréstimos de emergência aos bancos gregos, o que ajudaria a normalizar a situação no país.

O primeiro-ministro pediu paciência à população e afirmou que o dinheiro dos cidadãos gregos está seguro nos bancos, e que a “chantagem europeia” terá o efeito oposto do esperado. “A dignidade do povo grego em face da chantagem e da injustiça mandará uma mensagem de esperança e orgulho para toda a Europa”, disse Tsipras.

As medidas são uma tentativa de evitar o colapso financeiro do país após o BCE decidir não aumentar o teto dos empréstimos de emergência aos bancos gregos.

Limite de 60 euros por dia

(veja pronunciamento com legendas em inglês)

Fontes do jornal britânico The Guardian afirmam que o limite diário de saque será de 60 euros por pessoa (cerca de 200 reais) e que os bancos ficarão fechados até o próximo dia 07 de julho. O referendo em que a população grega decidirá sobre o acordo com a troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI) para o plano de resgate da economia do país está marcado para o dia 05, domingo. Na consulta popular constará a seguinte pergunta: “Você aceita as medidas propostas pelas Instituições Europeias?”

O Syriza, partido de Tsipras, convocou uma manifestação para a próxima segunda-feira (29) em apoio ao governo e contra a austeridade. Segundo o The Guardian, o chamado pede a “defesa da democracia”: “No dia 05 de julho nós diremos ‘oxi’ (‘não’) à austeridade. ‘Oxi’ para os ultimatos dos credores. ‘Oxi’ para a abolição da democracia. Participaremos da manifestação amanhã e mandaremos uma mensagem de orgulho, esperança e dignidade a toda a Grécia e à Europa.” Já nesta tarde, centenas de pessoas se reuniram na praça Syntagma, em frente ao Parlamento grego, dizendo ‘não’ à União Europeia e ao FMI.

 


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