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por Rodrigo Vianna

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16 de Maio de 2011, 14h00

Brizola Neto: FMI é o urubu dos emergentes

Falando hoje [12/05] no seminário de Metas para Inflação no Rio de Janeiro, o diretor do Fundo Monetário Internacional para o Hemisfério Ocidental, Nicolas Eyzaguirre, mantém o discurso do “parem de crescer e paguem mais juros” que as finanças mundiais vivem nos recomendando: “o boom econômico da América Latina pode acabar em uma ampla crise, a não ser que os governos da região administrem a situação de forma apropriada”.

FMI é o urubu dos emergentes
por Brizola Neto, do Tijolaço

Falando hoje [12/05] no seminário de Metas para Inflação no Rio de Janeiro, o diretor do Fundo Monetário Internacional para o Hemisfério Ocidental, Nicolas Eyzaguirre, mantém o discurso do “parem de crescer e paguem mais juros” que as finanças mundiais vivem nos recomendando: “o  boom econômico da América Latina pode acabar em uma ampla crise, a não ser que os governos da região administrem a situação de forma apropriada”.

E como é a fórmula apropriada para o diretor do FMI? Vejam o que ele diz, na matéria da Agência Reuters.

“Impedir que suas economias fiquem superaquecidas, e deixar reservado (em que, Doutor, em dólar capenga?) o que for possível dos ganhos obtidos com o boom atual.

Caso isso não aconteça, disse ele a região poderá ver suas moedas se enfraquecerem dramaticamente como resultado de um choque externo repentino –tais como, citou ele, uma queda nos preços globais de commodities ou um aumento rápido e inesperado nos juros nos Estados Unidos. Grosseiro, falou  que o governo da presidente Dilma Rousseff deve continuar “controlando a economia por meio de uma gama de medidas para evitar exuberância, ou pode acabar em lágrimas”.

“Se uma grande correção ocorrer… o capital pode parar de vir para o país repentinamente e você pode ter uma grande crise financeira”, acrescentou.

Esses sabidos faliram o mundo com suas receitas, lançaram milhões ao desemprego, só se salvaram graças aos aportes de dinheiro estatal nas empresas quebradas (aquelas umas que davam lições, todos os dias).

Suas lições, ao longo da história, sempre levaram à recessão, á pobreza, ao atraso. Na crise de 2008, eles e seus amigos riram quando o governo falou que seria, aqui, uma marola. Entramos na crise em que eles nos colocaram e saímos porque acreditamos que a solução não estava no mundo das finanças, mas da economia real, que produz, emprega e gera e abastece o consumo das famílias.

Ora, tudo o que os países  emergentes querem é um fluxo mais adequado de capitais, com mais controle cambial. Na hora do aperto, os BCs da Europa e dos EUA puseram – e estão lá ainda – os juros no negativo. Não queremos, não devemos e não podemos é estar ao sabor destas oscilações desenfreadas promovidas pelos países ricos e pelo jogo financeiro mundial.

O FMI sofre de uma doença crônica: economia, para ele, é fluxo de capital, não trabalho, investimento produtivo, renda e consumo.

PS. Depois que escrevi, li, por indicação de um amigo, a coluna do veterano Alberto Tamer no Estadão. Ele diz que conferiu todas as colunas especializadas no mundo e concluiu que ninguém acredita numa queda brusca das commodities, como ameaçã o diretor do FMI. E os dirigentes do Federal Reserve ne falam em subir juros, que dirá subir muito. Arrocho que eles querem é para nós.


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