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por Rodrigo Vianna

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10 de março de 2015, 14h37

Maduro rebate Estados Unidos: “Obama quer derrubar meu governo e intervir na Venezuela”

Do Opera Mundi

Após o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, classificar a Venezuela como “ameaça à segurança nacional” e impor sanções, o chefe de Estado do país, Nicolás Maduro, afirmou na noite desta segunda-feira (09/03) que entrará com pedido à Assembleia Nacional para governar com decreto.

De acordo com o líder venezuelano, a medida servirá para “defender a integridade, a paz, a soberania e a tranquilidade” do território. Em pronunciamento em rede nacional, ele classificou a decisão como uma “lei anti-imperialista” para que Caracas se prepare para “todos os cenários” e “triunfe com a paz”.

“Obama decidiu cumprir pessoalmente a tarefa de derrubar meu governo e intervir na Venezuela”, criticou Maduro. “Tenho informação de primeira mão de outras pretensões do governo dos Estados Unidos e, como chefe de Estado e de governo, estou obrigado a aplicar a constituição em todas as suas partes”, acrescentou, segundo informações da Deutsche Welle.

Mais cedo, Maduro havia anunciado no Palácio de Miraflores que tinha designado o major-general Gustavo González López, um dos sete militares sancionados pelo governo dos Estados Unidos, como novo ministro do Interior, Justiça e Paz.

Para presidente venezuelano, as autoridades atingidas pelas sanções são “verdadeiros heróis” e a decisão norte-americana foi “aberrante”. “Eu os parabenizo”, disse Maduro em discurso ao vivo na TV, ao lado dos sete militares. “É uma honra” estar na lista de sanções dos EUA, completou, de acordo com a Reuters.

Cuba

Na manhã desta terça (10/03), Cuba classificou a ordem de sanção norte-americana de “arbitrária e agressiva”, oferecendo “apoio incondicional” ao governo venezuelano. Segundo declaração oficial divulgada no jornal Granma, o governo cubano “reitera novamente seu incondicional apoio e o de nosso povo à revolução bolivariana, ao governo legítimo do presidente Nicolás Maduro e ao heroico povo irmão da Venezuela”.

Na segunda-feira (10/03), Obama declarou a existência de uma “emergência nacional” e manifestou preocupação com relação à suposta violação de direitos humanos na Venezuela após os protestos violentos realizados no ano passado e que mataram 43 pessoas, além de deixar milhares de detidos.

“Oficiais venezuelanos passados e presentes que violaram os direitos humanos de cidadãos venezuelanos e estão envolvidos em atos de corrupção pública não serão bem-vindos aqui e nós temos agora as ferramentas para bloquear seus ativos e uso do sistema financeiro norte-americano”, disse o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, em um comunicado.

Assim como o major-general Gustavo González López, as outras pessoas sancionadas pertencem ao alto escalão da segurança e justiça do governo Maduro e terão os bens e investimentos nos EUA bloqueados, além da entrada proibida no país. Cidadãos norte-americanos também podem ser proibidos de fazer negócios com eles.


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