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por Rodrigo Vianna

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13 de março de 2015, 07h09

María Lourdes, embaixadora da Venezuela: “EUA dão o passo mais agressivo e apelamos à solidariedade”

Por María Lourdes Urbaneja Durant, Embaixadora da Venezuela no Brasil

A história tem nos demonstrado ao longo dos séculos que os impérios em sua inexorável queda, se tornam cada vez mais violentos e desumanos; a insensatez toma conta do seu comportamento cada vez mais tirano e despótico.

Com 15.000 homens o império espanhol pretendeu “pacificar” a vocação irrevogável de nosso povo de ser livre e soberano, não podendo pela força reduzir-nos a vassalagem e ao colonialismo.

Naquele momento na luta por nossa independência nos forjamos, foi dura, difícil, mas como diria o nosso pai, Simon Bolivar: “A independência é o único bem que temos conseguido à custa de todos os demais, mas é o único bem que há que se preservar. Será a porta aberta que nos permitirá recuperar tudo o que temos perdido”.

Hoje, a quase 200 anos desta proclamação e com a convicção de que não somente conseguimos recuperar nossa independência e nossa soberania, dizemos como o Comandante Chávez que temos Pátria Perpetua para nossos filhos e filhas, Pátria para sempre.

Não obstante, igual que ontem o império da vez pretende minar nossa integridade como nação, pretende roubar-nos a Pátria, nossa identidade e o que nos caracteriza como estado, nossa SOBERANIA!

Com a prepotência e arrogância característica dos impérios, os Estados Unidos da América, logo depois de tentar por todos os meios, com golpe de estado, com sabotagem econômica, tramando e conspirando para a desestabilização de nosso país, pretendeu, sem êxito, derrubar o governo do Comandante Hugo Chávez, eleito pelo povo soberano da Venezuela em 16 campanhas livres e transparentes.

E como se não bastasse, nessa nova etapa que vive a Revolução Bolivariana sob a condução e liderança do Presidente Trabalhador, Nicolás Maduro, o império norte-americano incansavelmente tem insistido em promover e apoiar sua derrubada e extinção através de mecanismos antidemocráticos, e fora da constituição da República.

Logo depois de patrocinar o não reconhecimento dos resultados eleitorais de abril 2014 – que desencadeou a morte de 15 venezuelanos –, patrocinar a guerra econômica a que tem submetido nossa população desde meados de 2014 e de financiar a uma oposição política apátrida, que consecutivamente busca a desestabilização em nosso país, os Estados Unidos da América do Norte deram um passo mais agressivo, injusto e nefasto contra a República Bolivariana de Venezuela.

Na segunda-feira o presidente Obama assinou a ordem executiva aonde se afirma que a Venezuela “Constitui uma incomum e extraordinária ameaça à segurança nacional e politica exterior dos Estados Unidos” e declara “Uma emergência nacional para fazer frente a essa ameaça”.

Por isso, ante essa nova afronta imperial denunciamos as pretensões ianques sobre nossos recursos naturais e exortamos a comunidade internacional a impedir qualquer medida coercitiva que pretenda violar a soberania do povo e a Pátria venezuelana.

Como disse nosso presidente Nicolás Maduro: “Ninguém pode acreditar que a Venezuela seja uma ameaça contra EUA, e não podem acreditar porque é falso, é mentira. A Venezuela não é, nem jamais será uma ameaça nem aos EUA nem a nenhum país do mundo, porque somos um povo pacifista, humanista, que tem uma politica internacional cimentada na busca do entendimento e integração dos povos do mundo”.

De tal forma, invocamos a Terceira Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), realizada em Havana, a qual declara a nossa região como uma zona de paz e chamamos a unidade de nossos povos para combater juntos, esta nova ameaça do império norte-americano sobre nossa região.

Uma vez mais, apelamos à solidariedade dos povos da nossa América para que se solidarizem com a Revolução Bolivariana e com a independência e soberania de nossas nações. Recusando energicamente a Ordem Executiva apresentada pelo Presidente norte-americano, a qual demonstra a politica intervencionista dos gringos, pretendendo desconhecer a vocação democrática que tem tido a Revolução Bolivariana e o povo venezuelano ao dar-se o governo que crê mais conveniente, e que não tem sido outro, que a implementação da democracia participativa e protagonista através do poder popular para, em definitivo, construir o socialismo do século XXI.

 


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