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por Rodrigo Vianna

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04 de dezembro de 2011, 02h12

Nacional: clube pioneiro e decadente

Os paulistanos costumam se referir ao Nacional Atlético Clube como aquele simpático clube da Barra Funda que fica em frente aos centros de treinamento do Palmeiras e do São Paulo, onde é possível alugar quadras, ou até o próprio estádio, para jogar uma pelada com os amigos. Mas a história do futebol brasileiro passa pelo velho Nacional. Confira.

O Cláudio não desiste: ele sabe que a história do futebol brasileiro passa pelo Nacional A.C.

por Mario Henrique de Oliveira, no SPressoSP

Os paulistanos costumam se referir ao Nacional Atlético Clube como aquele simpático clube da Barra Funda que fica em frente aos centros de treinamento do Palmeiras e do São Paulo, onde é possível alugar quadras, ou até o próprio estádio, para jogar uma pelada com os amigos. Hoje, se tem o Nacional mais como  um clube recreativo do que de futebol, mas os que pensam isso não sabem a história que ali é guardada, nem o amor que ele pode despertar. 

Apesar de ter sido fundado oficialmente apenas em 1919, o Nacional é um dos principais responsáveis pela introdução do que é hoje o esporte mais popular no Brasil. Quando Charles Miller trouxe da Inglaterra, em 1894, a primeira bola de futebol e um livro de regras, foi pelo Nacional que ele jogou. Quer dizer, era o Nacional, mas só não tinha esse nome ainda. Charles veio trabalhar na São Paulo Railway, e foi esse time, contra a equipe da Companhia de Gaz, ambas de donos ingleses, os responsáveis pela primeira partida de futebol da história do Brasil, em 14 de abril de 1895.

A São Paulo Railway continuou a jogar, mas o clube de futebol só foi fundado oficialmente em 1919. O Nacional jogou sob o nome da empresa inglesa até 1946, quando a concessão inglesa acabou e a estrada de ferro foi nacionalizada. Daí o nome, , ainda que suas cores, azul, vermelho e branco remetam diretamente à bandeira britânica. Em 1935, o clube, ainda como São Paulo Railway, foi um dos membros-fundadores da Federação Paulista de Futebol, disputando as competições da elite nas quase duas décadas seguintes. Deixou as atividades de lado por dois anos, em 1953, o que caracterizou o início da decadência. Voltou em 1955, mas, logo em 1959, foi rebaixado à segunda divisão para nunca mais voltar.

A maior derrocada veio em 2009, quando desceu à Segunda Divisão (que, na verdade, equivale à quarta divisão no futebol paulista), patamar mais baixo em sua história, que conta com dois títulos da Copa São Paulo de Juniores. Desde então, disputando um campeonato profissional por apenas dois ou três meses do ano, fica difícil montar um time e manter esse elenco. Em 2011, fez uma das piores campanhas do futebol profissional do estado, conseguindo uma vitória, dois empates e onze derrotas, perdendo ainda três pontos por escalar um atleta de forma irregular. A diretoria também parece não ter forças para fazer o Nacional voltar a figurar na elite, ainda assim seus poucos, mas fiéis torcedores, continuam a sonhar com isso.

Só Cláudio Nascimento parece fazer mais força do que toda a diretoria. Apaixonado pelo Nacional desde 1984, quando conheceu o clube em uma visita, ele é seu principal divulgador. É dele o único site na web sobre o Nacional.

(Para saber mais sobre o Nacional e as histórias do futebol, vá ao SPressoSP – novo site sobre São Paulo)


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