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por Rodrigo Vianna

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07 de setembro de 2011, 12h19

Neoliberalismo: um colapso inconcluso

Da Carta Maior: Desde a eclosão da crise imobiliária nos EUA, a partir de 2007, os fatos se precipitaram a uma velocidade que não deixa dúvida: a história apertou o passo. Na ventania desordenada surgem os contornos de uma crise sistêmica. A desigualdade construída em trinta anos de supremacia dos mercados financeiros sobre o escrutínio da sociedade cobra sua fatura. Populações asfixiadas acodem às ruas. Estados falidos se escudam em mais arrocho.

Neoliberalismo: um colapso inconcluso
Da Carta Maior
Carta Maior realiza seminário para debater os dilemas diante da crise internacional.

Desde a eclosão da crise imobiliária nos EUA, a partir de 2007, os fatos se precipitaram a uma velocidade que não deixa dúvida: a história apertou o passo. Na ventania desordenada surgem os contornos de uma crise sistêmica.

Restrita aos seus próprios termos, a engrenagem das finanças desreguladas não dispõe de uma alternativa para o próprio colapso.

A desigualdade construída em trinta anos de supremacia dos mercados financeiros sobre o escrutínio da sociedade cobra sua fatura. Populações asfixiadas acodem às ruas. Estados falidos se escudam em mais arrocho.

Anulada no seu relevo institucional por governantes e partidos majoritariamente ortodoxos e tíbios, a democracia representativa também se apequena. O sentido transformador da política passa a ser jogado nas ruas.

Sucessivas injeções de dinheiro nos mercados hibernam no caixa de bancos e empresas, sem ativar o metabolismo da produção e do consumo.

Exaurido pelo socorro às finanças, o caixa fiscal dos Estados encontra-se emparedado. Demandas sociais crescentes colidem com um endividamento inexcedível a juros cada vez mais calibrados pela desconfiança.

Organismos outrora estruturadores dessa hegemonia, como o FMI, rastejam sua esférica desimportância. Demonstrações de obscurantismo fiscal para ‘acalmar os mercados’ pontuam a deriva da social-democracia europeia.

Para debater esse longo crepúsculo histórico, a Carta Maior promove o seminário:

‘Neoliberalismo: um colapso inconcluso’, que se desdobrará em quatro mesas:

A singularidade da crise financeira mundial – Luiz Gonzaga Belluzzo e Maryse Farhi
Panorama geopolítico: novos atores e novas agendas – Ignacy Sachs e Ladislau Dowbor
O Brasil e os canais de transmissão da crise – Márcio Pochmann e Paulo Kliass
Desafios e trunfos da a América Latina – Samuel Pinheiro Guimarães e Emir Sader

Serviço do evento.
– Data – 12 de setembro de 2011
– Horário – das 14 às 19 horas
– Local – TUCARENA, na PUC/SP, Rua Bartira, esquina Rua Monte
Alegre, nº 1024, Perdizes, PUC/SP.

Outras informações:
– A entrada é franca.
– O Teatro comporta 200 lugares.
– O Seminário será transmitido, ao vivo, para os sites da Carta Maior e da PUC/SP, com possibilidade de ser ainda transmitido pela TV PUC.
A íntegra dos debates será objeto de uma publicação do IPEA.


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