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por Rodrigo Vianna

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07 de abril de 2015, 08h44

Pezão promete mandar mais soldados ao Alemão depois da PM matar criança. Qual a lógica, governador?

Depois da morte de criança de 10 anos em ação da PM, as UPPs do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, terão aumento do contingente. Pezão promete “entrar mais forte".

Por Vitor Abdala, da Agência Brasil

As unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, terão aumento do contingente. O anúncio foi feito nesse domingo (5) pelo governador Luiz Fernando Pezão. Segundo ele, o estado vai “entrar mais forte, fazer uma reocupação” da comunidade.

O Complexo do Alemão foi inicialmente ocupado pelo Exército em novembro de 2010, com ampla cobertura da imprensa brasileira e internacional. Imagens de criminosos armados fugindo do conjunto de favelas rodaram o mundo. Na época, as autoridades estaduais afirmaram que tinham levado paz à comunidade.

No mesmo mês, o então comandante da Polícia Militar, Mário Sérgio Duarte, chegou a dizer que a PM tinha vencido. O governador à época, Sérgio Cabral, afirmou que com a ocupação do Alemão, o governo estava “virando uma página na história do Rio”. O Exército permaneceu até 2012, quando a ocupação passou a ser feita pelas UPPs.

Logo nas primeiras semanas de ocupação militar, houve tiroteios e assassinatos no conjunto de favelas. Oficiais do Exército e da polícia observaram que homens armados nunca deixaram de controlar pontos da favela.

Desde a instalação das UPPs na região, foram comuns pedidos de ajuda para unidades de elite da PM, como o Batalhão de Choque e o Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Na última semana, o menino Eduardo de Jesus Ferreira, de 10 anos, morreu baleado em um tiroteio envolvendo a polícia. Seu corpo foi levado ontem para o Piauí, onde será enterrado.

Também ontem, o governador afirmou que vai fortalecer o Complexo do Alemão e outras comunidades ocupadas por UPPs no estado. Segundo Pezão, o estado está fazendo um grande esforço e não vai retroceder. Ele disse que a segurança continua sendo o “mantra” e a “política mãe” do estado.


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