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por Rodrigo Vianna

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15 de janeiro de 2011, 16h12

Cunhado de Alckmin foi “blindado”

Da CartaCapital: Um documento redigido em papel timbrado e assinado por 11 vereadores de Pindamonhangaba (SP) indica a existência de um pacto entre políticos do município para evitar investigações sobre denúncias de corrupção envolvendo Paulo Ribeiro, cunhado do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Problemas no ninho

por Redação Carta Capital

Denúncias sobre o cunhado de Alckmin teriam sido engavetadas em 2006

Um documento redigido em papel timbrado e assinado por 11 vereadores de Pindamonhangaba (SP) indica a existência de um pacto entre políticos do município para evitar investigações sobre denúncias de corrupção envolvendo Paulo Ribeiro, cunhado do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O acordo, revelado pelo Estado de S. Paulo, foi firmado em outubro de 2006, antes do segundo turno das eleições presidenciais, com o objetivo de não prejudicar Alckmin na disputa com Luiz Inácio Lula da Silva.

As denúncias foram feitas, à época, pelo ex-vice-prefeito João Bosco Nogueira. Como resultado do adiamento, o principal acusado de desvios de verbas na prefeitura, o então secretário de Finanças Silvio Serrano, manteve-se no cargo por mais quatro anos. Somente em outubro de 2010, sob pressões da promotoria e da própria Câmara de Vereadores, Serrano e outros integrantes do primeiro escalão das finanças foram demitidos.

Um dos vereadores que subscreveram o documento é a sobrinha do governador, Myriam Alckmin, hoje vice-prefeita do município. De acordo com Nogueira, Ribeiro oferece recursos para garantir a eleição de prefeitos no interior do estado. Em troca, pode nomear secretários e funcionários em postos que permitem superfaturar contratos e favorecer prestadores de serviços. O governador não se manifestou sobre o escândalo.


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