escrevinhador

por Rodrigo Vianna

O que o brasileiro pensa?
27 de janeiro de 2015, 12h15

Programa do Syriza prevê negociação da dívida, imposto progressivo e valorização salarial

O novo primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, do Syriza, assumiu o cargo defendendo o fim da austeridade imposta pela troika e a renegociação da dívida, que chega a 175% do PIB.

Do Opera Mundi

O novo primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, do Syriza, assumiu o cargo nesta segunda-feira (26/01) defendendo o fim da austeridade imposta pela troika (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia) ao país e a renegociação da dívida, que chega a 175% do PIB (Produto Interno Bruto).

Veja as principais propostas do partido, que venceu a eleição no último domingo (25/01):

Economia

– reestruturação da dívida pública, por meio de uma “Conferência sobre a dívida europeia”, para que ela seja sustentável;

– vincular parte da dívida ao crescimento do país, para que ela seja paga “não com o orçamento”;

– moratória da dívida para poupar fundos a fim de estimular o crescimento;

– suspender arresto de contas bancárias de quem não tem renda por 12 meses;

– abolir imposto único sobre propriedade, taxando as maiores e as casas de luxo;

– reestruturar empréstimos para empresas e pessoas físicas;

– reposicionar salário mínimo em € 751;

– recuperar acordos coletivos de trabalho;

– aumentar investimento público “imediatamente”, em pelo menos € 4 bilhões;

– “gradualmente” reverter injustiças do programa de austeridade;

– subsidiar o custo de energia de pequenas e médias empresas, com a contrapartida de gerar empregos e respeitar cláusulas ambientais;

– combate à evasão fiscal;

– fim das privatizações.

Sociedade

– eletricidade gratuita para 300 mil famílias que vivem abaixo da linha da pobreza;

– subsídios à alimentação de famílias que estejam sem rendimentos;


Jornais gregos desta segunda-feira destacaram a vitória de Tsipras

– saúde e remédios grátis para desempregados que não recebam subsídios;

– revisão de impostos em combustíveis e de aquecimento residencial;

– investir em educação, para trazer de volta à Grécia os pesquisadores que saíram do país.

Política

– dar mais autonomia a municípios e regiões;

– apoiar iniciativas dos cidadãos, inclusive para a convocação de referendos.


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