escrevinhador

por Rodrigo Vianna

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05 de junho de 2014, 09h46

Protestos colocam Alckmin na mira das ruas

Protestos de categorias do serviço público estadual que defendem melhores condições de trabalho e investimentos colocam o governador Geraldo Alckmin na mira das manifestações populares. Os trabalhadores do metrô de São Paulo fazem uma greve. Sabesp e Cetesb também são alvos de manifestações.


Do Escrevinhador

Protestos de categorias do serviço público estadual que defendem melhores condições de trabalho e investimentos colocam o governador Geraldo Alckmin na mira das manifestações populares.

Os trabalhadores do metrô de São Paulo fazem uma greve, nesta quinta-feira, que paralisa parcialmente o sistema sobre trilhos na cidade.

A categoria reivindica reajuste salarial de 16,5%, plano de carreira, aumento na PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e auxílio-creche.

Aprimeira proposta do Metrô foi de reajuste de 5,2%. Com a pressão do sindicato, subiu para 7,8%. Agora, a companhia oferece reajuste de 8,7%, vale-refeição mensal de R$ 669,16 e vale-alimentação mensal de R$ 290.

A greve dos metroviários foi aprovada por unanimidade pela categoria em assembleia, na noite desta quarta-feira, na sede do sindicato, que está sob direção da Conlutas, central sindical ligada ao PSTU.

No final da tarde de hoje, os trabalhadores fazem uma nova reunião para avaliar as negociações e deliberar sobre a continuidade da greve.

Na manhã desta quinta-feira, os trabalhadores da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo)e da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), representados pelo Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo) fazem uma manifestação em frente às empresas, na zona oeste da cidade, com apoio da CUT e CTB.

Os trabalhadores da Cetesb não aprovaram a proposta da empresa em assembleia e pedem aumento no índice de reajuste salarial, do auxílio-creche, no piso salarial e no vale-refeição.

Nesta quarta-feira, os trabalhadores iniciaram uma greve, que foi suspensa depois que foi agendada nova negociação no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), na segunda-feira, no Núcleo de Conciliação.

A manifestação denuncia também a irresponsabilidade do governo estadual e da diretoria da Sabesp que causou a crise da falta de água em São Paulo.

Os sindicatos, centrais e movimentos sociais acusam o governo estadual de privilegiar os acionistas da Sabesp, que têm ações na Bolsa, deixando em segundo plano os investimentos necessários em captação, mananciais e no reservatório da água.

Os professores da rede estadual da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) iniciaram uma campanha de valorização do magistério e projeta a realização de uma greve no próximo período.

Os professores pedem um reajuste de 17,9% para repor as perdas acumuladas desde fevereiro de 1998. O governo do estado divulgou um aumento em julho de 7%, que já estava previsto nas negociações anteriores e não atende as reivindicações da categoria.

Essas manifestações colocam em xeque o governo estadual e atingem a campanha à reeleição de Geraldo Alckmin, que tem como linha a eficiência de gestão e planejamento, contra dois adversários perigosos, o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha e o presidente licenciado da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) Paulo Skaf.


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