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por Rodrigo Vianna

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18 de julho de 2014, 11h26

Quatro fatores indicam que a campanha presidencial será duríssima

A campanha será duríssima e dificilmente será resolvida em apenas um turno. Basta rememorar que em 2002, 2006 e 2010 a disputa foi resolvida no segundo turno, o que demonstra que o Brasil é um país dividido.

Do Escrevinhador

Os resultados da pesquisa Datafolha, divulgada no Jornal Nacional, animaram apoiadores da presidenta Dilma, que voltam a sonhar com a vitória no primeiro turno. Dilma ficou com 36% das intenções de voto, um pouco acima do que tinha no início de junho (34%), mas com leve recuo em comparação ao último levantamento. Na média, a intenção de votos não se mexeu.

Aécio está com 20%, Eduardo Campos com 8% e Pastor Everaldo com 3%. No entanto, a leitura dos dados da pesquisa com 5.377 eleitores nos dias 15 e 16 de julho não indica eleição tranquila para a petista.

O primeiro sinal é o resultado do levantamento sobre o segundo turno. Dilma tem 44% das intenções de voto, contra 40% de Aécio. É um empate técnico, considerando que a margem de erro é de 2%.

O segundo elemento é a rejeição. Mais de 1/3 do público da pesquisa (35%) não admite votar na presidenta, enquanto apenas 17% rejeitam Aécio e, 12%, Eduardo Campos. Ou seja, no decorrer da campanha, ambos vão subir.

O terceiro fator é o nível de conhecimento dos candidatos. Ainda não está disponível o relatório completo da pesquisa, mas a anterior aponta que Dilma é conhecida por 99%.

Aécio é conhecido por 81%, enquanto 64% conhecem Campos, de acordo com pesquisa do Datafolha divulgada no dia 3 de julho.

Esses números indicam que existe uma margem maior para Aécio e Campos crescerem, já que parte do eleitorado não os conhece.

Em relação a Dilma, o desafio será transformar a avaliação regular do governo, em torno de 40%, em votos pela continuidade. A avaliação de bom/ótimo e a de ruim/péssimo da gestão Dilma estão em torno de 30% – o que grosso modo corresponde à intenção de voto na petista e à rejeição que a afeta.

O que está em aberto para as eleições é o voto daqueles que avaliam esse governo como “na média”.

O quarto indicador de precaução é o contingente de indecisos, que está em 14%, que pode pender para qualquer lado, assim como a intenção de voto branco ou nulo, que pode mudar durante a campanha.

O empate entre Dilma e a soma dos rivais na eleição alimenta a esperança de vitória no primeiro turno. No entanto, o mais sensato é admitir que a disputa está em aberto.

A campanha será duríssima e dificilmente será resolvida em apenas um turno. Basta rememorar que em 2002, 2006 e 2010 a disputa foi resolvida no segundo turno, o que demonstra que o Brasil é um país dividido. Ainda mais agora, com a economia enfrentando dificuldades que são concretas.


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