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por Rodrigo Vianna

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16 de junho de 2011, 11h56

Sem acordo, trabalhadores suspendem greve

Após um mês de paralisação, a greve dos trabalhadores do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (Ceeteps) terminou sem acordo com o governo paulista. Os professores e funcionários das escolas e faculdades técnicas retomaram o trabalho ontem (15) mas mantiveram a Comissão de Negociação e esperam uma nova proposta do governo na segunda-feira.

Por Juliana Sada

Após um mês de paralisação, a greve dos trabalhadores do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (Ceeteps) terminou sem acordo com o governo paulista. Os professores e funcionários das escolas e faculdades técnicas retomaram o trabalho ontem (15) mas mantiveram a Comissão de Negociação e esperam uma nova proposta do governo na segunda-feira.

As reivindicações dos grevistas eram 15% de reajuste salarial, relativo ao período de 2009 e 2010; recomposição de perdas salariais ocorridas entre 1996 e 2010 (calculadas em 91,7% para funcionários e 82,5% para professores); definição de uma política salarial para os próximos anos; criação de um plano de carreira; e universalização e ampliação dos vale transporte e refeição.

Até agora, o governo ofereceu reajuste salarial de 11% e, para os professores, progressão automática para as faixas iniciais da carreira. Já o restante dos docentes e auxiliares docentes deverão se submeter à progressão por mérito.

Para a próxima reunião, dia 20, os negociadores – os secretários de Desenvolvimento (Paulo Alexandre Barbosa), de Gestão (Júlio Semeghine) e a superintendente do Centro Paula Souza (Laura Laganá) – prometeram apresentar uma proposta para os servidores técnico-administrativos. Eles afirmam que será aplicado o reajuste salarial de 11%, podendo haver outro aumento caso haja defasagem em relação a outras carreiras do estado.

Trabalho subvalorizado
As Etecs e Fatecs – escolas e faculdades técnicas – são utilizadas constantemente como propaganda do governo estadual, o Ceeteps é a “menina dos olhos” dos tucanos. Entretanto, isso não garante boas condições de trabalho aos funcionários.

Atualmente, um professor recebe R$ 10 por hora/aula nas Etecs e R$18 nas Fatecs – com o reajuste iria para R$11,10 e R$ 20. A grande maioria dos docentes é contratado como “horista”, modalidade que não contempla as tarefas que o professor tem fora da classe, como reuniões, preparo de aulas e correção de provas. Uma minora dos docentes é contratado por jornada de 40 horas semanais, este grupo tem pisos de R$ 2 mil, nas Escolas, e R$ 3.600, nas Faculdades.

Já os servidores técnico-administrativos tem como piso o salário de R$ 510,00 para uma jornada de 40 horas semanais –  valor inferior ao piso estadual, de R$ 630. Além disso, nem todos têm direito a vale transporte e a vale refeição, de apenas quatro reais.


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