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por Rodrigo Vianna

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08 de fevereiro de 2012, 11h49

Sem sexo e álcool, BBB perde força (e audiência)

Por Altamiro Borges: O episódio do suposto estupro, envolvendo Daniel Echaniz e Monique Amin, causou indignação em setores da sociedade. Diante das imagens, amplamente difundidas nas redes sociais, até a Polícia Federal foi acionada para visitar os estúdios da TV Globo no Rio Janeiro, o Projac. De imediato, a emissora tentou abafar o caso. Expulsou o acusado e deu o assunto por encerrado.

Por Altamiro Borges, no Blog do Miro

O título acima não é de minha autoria. É da reportagem de Cecília Ritto, publicada na insuspeita revista Veja. Segundo a repórter, desde o suposto estupro no BBB-12, “a produção limita bebidas e os participantes se afastam do edredom. Resultado é um reality show pacato e com audiência em queda”. Ou seja: o apelo às baixarias é que garantia o “sucesso” do programa da TV Globo.

Ainda segundo a revista, “os participantes da casa e a produção vivem uma espécie de ressaca moral. Depois de alcançar um pico de audiência na semana em que Daniel foi expulso, considerado culpado pela Rede Globo no episódio do edredom com Monique, o Big Brother perdeu força – ele despencou da casa dos 30 pontos de audiência para 16, uma de suas marcas mais baixas”.

Operação abafa e maior cautela
O episódio do suposto estupro, envolvendo Daniel Echaniz e Monique Amin, causou indignação em setores da sociedade. Diante das imagens, amplamente difundidas nas redes sociais, até a Polícia Federal foi acionada para visitar os estúdios da TV Globo no Rio Janeiro, o Projac. De imediato, a emissora tentou abafar o caso. Expulsou o acusado e deu o assunto por encerrado.

Ao mesmo tempo, porém, a produção do BBB passou a ser mais cautelosa, cortando bebidas e evitando o famoso edredom, por temer conseqüências mais graves. Num ato de protesto em frente à sede da emissora em São Paulo, entidades que lutam pela democratização da comunicação chegaram a propor que o governo reavalie a concessão pública para a TV Globo.

Faustão versus Boninho
As medidas adotadas pela famiglia Marinho ainda não deram o resultado esperado. A operação abafa não funcionou a contento. No último domingo (5), o próprio Fausto Silva reascendeu a polêmica ao anunciar que convidaria brother Daniel Echaniz para se defender. A iniciativa irritou a direção da TV Globo. Boninho, o chefão das baixarias, disparou: “[Faustão] não cuida do BBB”.

Para piorar, há indícios de queda no número de anunciantes do programa. Segundo a coluna Outro Canal, da Folha de ontem (7), o BBB-12 perdeu publicidade desde o suposto caso de estupro. Em relação à edição anterior, a atual temporada teve 17 inserções comerciais a menos. O reality show é uma mina de ouro. No ano passado, só com merchandising a TV Globo faturou R$ 380 milhões.

Queda na publicidade
Segundo levantamento da empresa Controle da Concorrência, que monitora inserções comerciais, o BBB-12 teve queda de 25,3% em ações de merchandising em relação ao BBB-11. “A Folha apurou que os anunciantes estão preocupados com a polêmica que culminou na expulsão do modelo Daniel Echaniz, e que muitos não querem mais ter sua imagem associada ao programa”.

Todos estes fatores colocam o maior programa de baixarias da tevê brasileira na berlinda, como já apontou a própria revista Veja na reportagem sobre a queda de audiência:

“A freada de arrumação no BBB sinaliza o que podem ser mudanças na forma que a Globo enxerga o programa. A exploração das insinuações de sexo e o clima de ‘liberou geral’ estimulado nas festas tornaram-se, ao longo das 12 edições, em característica central do programa. Depois que a polícia bateu à porta do Projac e o público, nas redes sociais, repudiou os excessos do BBB, caiu a ficha: o reality show criou uma estranha dependência do apelo sexual. Se o diretor Boninho sabe como mantê-lo no topo da audiência sem a bebedeira e as cenas quentes do edredom, ainda não mostrou”.


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