escrevinhador

por Rodrigo Vianna

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25 de fevereiro de 2011, 19h27

Serra vincula Gaddafi ao PT e recebe o troco

"Ghadaffi, da Líbia, foi terrorista internacional: derrubou vôo de passageiros da Panam sobre a Escócia. Amigo do PT e de Lula." A frase apareceu no twitter de Serra. Ele aprendeu com o Índio da Costa. Recebeu o troco: leitor achou a foto de Serra recebendo a turma do Gaddafi em São Paulo. A história completa está no blog da Maria Frô.

do blog da Maria Frô

O Brasil durante o governo Lula ampliou suas relações comerciais com outros continentes para além das economias ocidentais dos mercados europeus e estadunidense. Lula estabeleceu uma série de relações de parcerias com países africanos e também no Oriente Médio, dialogando e estabelecendo tratados comerciais com os países de cultura árabe sejam africanos ou do Oriente Médio. Celso Amorim foi uma das grandes estrelas desta nova política de relações externas.

O preconceito contra o mundo árabe e islâmico e o oportunismo político da oposição demotucana e de seus porta-vozes na mídia velha muitas vezes exploraram factóides para impingir a pecha de que Lula era ‘amigos de ditadores’. Muito embora nenhum governador tenha aberto mão de investimentos de países árabes e/ou islâmicos em seus estados, incluindo o então, ex-governador José Serra.

Mas este eterno candidato morto-vivo à presidência, José Serra, mais uma vez fez uso de sua memória seletiva e do estereótipo pra atacar Lula e o PT. Eu não sei mais o que o Serra, este perdedor contumaz, fará para, sozinho, cair no ridículo. Observe abaixo que, aproveitando-se da repressão brutal que o ditador Gaddafi está imprimindo aos líbios em revolta, Serra conseguiu, no twitter, superar o Índio da Costa, vejamos:

Ghadaffi, da Líbia, foi terrorista internacional: derrubou vôo de passageiros da Panam sobre a Escócia. Amigo do PT e de Lula.22/02/2011 15:24 via Echofonjoseserra_
José Serra

Agora compare com a matéria abaixo, cujo link foi enviado pelo @viniciusduarte:

É bastante curioso que Serra não tenha demonstrado nenhuma aversão enquanto governador de São Paulo em negociar com ditadores, não acham?

Líbia quer investir US$ 500 milhões na América do Sul

Por: Alexandre Rocha na Agência de Notícias Brasil-Árabe

17/02/2009
Diplomacia
E parte disso no Brasil. A informação foi dada pelo vice-primeiro-ministro do país árabe, Imbarek Ashamikh, em reuniões com o governador de São Paulo, José Serra, e com o prefeito Gilberto Kassab.

São Paulo – O governo da Líbia separou US$ 500 milhões para investir em negócios na América do Sul e quer aplicar parte desses recursos no Brasil. A informação foi dada ontem (16) pelo vice-primeiro-ministro do país árabe, Imbarek Ashamikh, durante encontros, em São Paulo, com o governador do estado, José Serra, e com o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab.(grifos nossos).


Divulgação/Governo de SP
Serra (esq.) presenteou o vice-primeiro-ministro líbio (dir.)

Imbarek, que lidera uma delegação com representantes de diversas áreas do governo líbio, citou principalmente interesse no setor agropecuário. “O Brasil tem uma grande importância [na América do Sul] e a delegação que me acompanha estuda possibilidades de investimentos”, afirmou. “Existe vontade política na Líbia de investir no Brasil”, declarou, acrescentando que a quantia de US$ 500 milhões “é apenas o começo”.

Serra declarou que o estado tem todo o interesse em atrair recursos líbios, pois “há carência de investimento, inclusive no agronegócio” (grifos nossos). Ele falou, por exemplo, de oportunidades existentes no ramo sucroalcooleiro e na produção de grãos. “São Paulo tem a maior indústria do Brasil e é o terceiro estado agrícola, sendo que é o de maior produtividade, apesar de ter pouco mais de 2% do território nacional”, destacou o governador.

O secretário do Desenvolvimento e ex-governador, Geraldo Alckmin, falou sobre a Investe São Paulo, agência paulista de promoção de investimentos. “Ela poderá ajudar nesse trabalho”, ressaltou. Alckmin disse que colocará o órgão à disposição dos líbios para auxiliar na identificação de oportunidades e realização de negócios. (grifos nossos)

O vice-governador, Alberto Goldman, acrescentou que há interesse do Brasil em ampliar as exportações ao país árabe, uma vez que hoje a balança comercial pende para o lado líbio por causa das vendas de petróleo. O secretário da Agricultura, João Sampaio, afirmou que o governo pode apresentar aos líbios empresas que querem ampliar as relações comerciais.

Serra ressaltou que, além da exportação de produtos industriais ou agrícolas, São Paulo pode fornecer serviços para a Líbia, citando como exemplo o trabalho já realizado pela construtora Norberto Odebrecht no país. A empresa está à frente da construção dos dois novos terminais do Aeroporto Internacional de Trípoli e da construção do terceiro anel viário da capital líbia. O presidente da companhia, Marcelo Odebrecht, participou da reunião no Palácio dos Bandeirantes e hoje o vice-premiê vai conhecer um projeto do grupo no ramo sucroalcooleiro.

Ashamikh acrescentou que seu país quer também atrair investimentos brasileiros. Ele citou como exemplo a exploração de recursos naturais. “A Líbia é um país livre para investimentos. Existem riquezas que ainda não foram exploradas”, afirmou. Entre as oportunidades ele destacou a produção de matérias-primas para cimento e vidro e a extração de minério de ferro. Mais tarde, durante jantar oferecido pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, o diretor do Conselho de Investimentos da Líbia, Abdarramhman Algamudi, destacou também projetos nas indústrias de móveis, eletrodomésticos, tecidos, produtos químicos, turismo, além do petróleo.

O vice-premiê afirmou ainda que seu governo quer promover investimentos conjuntos da Líbia e do Brasil em outros países da África e do mundo árabe. “Podemos criar um exemplo econômico a ser seguido”, disse. Além disso, ele disse que gostaria de ver em Trípoli uma feira permanente de produtos brasileiros.


Vilma Gonçalves/Secom
Kassab (dir.) disse a Ashamikh (meio) que quer aproximação com árabes

Na prefeitura, Gilberto Kassab disse que é muito importante para o Brasil, e para São Paulo em especial, a aproximação com os países árabes. Nesse sentido, ele disse que vai liderar na próxima semana uma missão paulistana ao Líbano. “Espero fazer em breve algo semelhante em relação à Líbia”, declarou o prefeito, que é descendente de libaneses. (grifos nossos)

Sul-Sul

O presidente da Câmara Árabe, Salim Taufic Schahin, que acompanhou as reuniões do vice-premiê ao lado do vice-presidente de Relações Internacionais da entidade, Helmi Nasr, lembrou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou como política promover a aproximação entre países em desenvolvimento. “A atitude do presidente Lula, de caminhar cada vez mais junto aos árabes, aos países da África, à cooperação Sul-Sul, tem dado resultados que vão se intensificar no ao longo do tempo”, destacou. (grifos nossos).

No jantar oferecido pela Câmara ele falou da missão ao Norte da África liderada há pouco mais de duas semanas pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, que teve a Líbia como primeira parada. “O evento, coroado de êxito, reflete a relevância crescente da Líbia para o comércio exterior do Brasil”, disse.

Ele citou também ações já promovidas pela Câmara Árabe como a participação brasileira na Feira Internacional de Trípoli e o apoio a outras delegações líbias que estiveram no Brasil. “Na relação entre Brasil e Líbia temos um campo fértil para evoluir”, afirmou. Schahin colocou a entidade à disposição das autoridades e empresários líbios que tenham interesse em ampliar as relações e os negócios com o Brasil.


Divulgação/Assembléia Legislativa
Ashamikh e lideranças brasileiras estiveram na Assembléia Legislativa de SP

O vice-premiê visitou também a Assembléia legislativa, onde foi recebido pelo presidente da Casa, deputado Vaz de Lima (PSDB), e o Hospital Sírio-Libanês, onde conversou com o diretor clínico, Riad Younes, e com a presidente de honra da Associação Beneficente de Senhoras, que administra a instituição, Violeta Jafet.


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