quarta-feira, 23 set 2020
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Superávit primário: riqueza drenada para os bancos

A notícia abaixo não é para comemorar, mas para lamentar. O superávit primário é uma herança maldita do governo FHC, que garante o pagamento da dívida brasileira, independente das necessidades do povo brasileiro.

Assim, quanto maior o superávit primário, maior a remessa de recursos – pagos por meio dos impostos de cada brasileiro e brasileira – para os portadores de títulos da dívida pública. A maioria está nas mãos dos banqueiros.  Neste ano 30% do orçamento será destinado para 20 mil famílias. (Igor Felippe)

Superávit primário brasileiro é um dos cinco maiores do mundo

Por Carlos Drummind, da Carta Capital

Ao contrário do que propala a maior parte das instituições financeiras e a grande mídia, o superávit primário brasileiro não é baixo. Comparado aos principais países da América Latina e aos do G20, está entre os cinco mais elevados, desde 2010, segundo levantamento feito pelo economista Daniel Keller de Almeida, sócio da Creta/Nobel Planejamento.

O superávit primário brasileiro é o mais alto da amostra no ano de 2010 (ler quadro abaixo). Em 2011, só é inferior ao da Arábia Saudita. Em 2012, é o quinto maior e em 2013, o terceiro mais elevado.

“O Brasil apresenta uma grande constância deste resultado. É o único país, além da Arábia Saudita, que mantém, ao longo de toda a série, um primário positivo e superior a 1% do PIB”, diz Keller de Almeida.

O economista destaca que a combinação de superávit primário elevado com taxa de juros muito altas — as do Brasil são as maiores do mundo — resulta em um impacto negativo sobre o crescimento do PIB.