escrevinhador

por Rodrigo Vianna

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10 de Maio de 2011, 12h36

Os tucanos e o capacete neurológico!

Por Brizola Neto: Vejam a que ponto chegou a marquetagem política: ligaram os eleitores pesquisados a máquinas, para interpretar fisio e neurologicamente como a propaganda eleitoral de José Serra deveria agir. Nem com “capacete neurológico” a tucanagem conseguiu encontrar uma forma bem sucedida de fazer sua lavagem cerebral no eleitor.

Será que são assim as técnicas de pesquisa com "capacete neurológico" que Lavareda já testou na campanha de Serra?

Tucanos avaliaram neurologicamente os eleitores!
Por Brizola Neto, no blog Tijolaço

Está no Valor Econômico, apenas para assinantes, mas eu transcrevo um pedaço para vocês. Vejam a que ponto chegou a marquetagem política: ligaram os eleitores pesquisados a máquinas, para interpretar fisio e neurologicamente como a propaganda eleitoral  de José Serra deveria agir. Os grifos são meus.

O cientista político Antonio Lavareda, dono do instituto Ipespe e da empresa de consultoria MCI e colaborador frequente de campanhas eleitorais do PSDB e do DEM, está propondo uma mudança radical nas estratégias de marketing político no Brasil a partir das próximas eleições. Além do suporte de pesquisas quantitativas e qualitativas, Lavareda sugere o monitoramento neurológico de grupos de eleitores. A tese de aplicar os fundamentos da neurociência na política foi apresentada na semana passada uma plateia de pesquisadores durante o Congresso Latino Americano de Opinião Pública, em Belo Horizonte.

Se a proposta de Lavareda avançar, os grupos tradicionais de pesquisa poderão conviver com eleitores ligados às máquinas de monitoramento de frequência cardíaca, respiratória e usando capacetes para registros eletroencefalográficos das ondas beta (que medem a razão) e alfa (a emoção) dos sistemas laterais do cérebro, além do rastreamento do movimento ocular por um mecanismo de “eye tracking”. Todo este aparato foi usado no Ipespe, de modo experimental, em um grupo de 18 indivíduos durante a campanha eleitoral do ano passado.

Lavareda pôde constatar, por exemplo, que os pesquisados tinham emoções afetivas despertadas quando viam imagens do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da então candidata Dilma Rousseff (PT), que terminou eleita, lado a lado, dando as mãos com os braços erguidos. E pôde observar que os pesquisados não fixavam o olhar no candidato tucano, José Serra, ao passo que não tiravam os olhos de Marina Silva (PV): “Esta será uma abordagem complementar, que não vai substituir os métodos e as técnicas do século 20, que tratam de decisões racionais do voto. Só uma fração das emoções chega ao consciente e então aplicamos técnicas para tentar captar mais informações sobre estas emoções no estágio pré-racional. Com isso, vamos aprimorar o caminho para estabelecer uma estratégia emocional de comunicação e construção de imagem

É bom frisar que o Ipespe a que a matéria se refere foi contratado pelo PSDB para orientar a candidatura Serra, como fica evidente na matéria  O que quer dizer que nem com “capacete neurológico” a tucanagem conseguiu encontrar uma forma bem sucedida de fazer sua lavagem cerebral no eleitor.

Essa gente perdeu mesmo o senso de respeito humano e transformou a política numa máquina de fingimentos.


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