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por Rodrigo Vianna

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10 de junho de 2015, 09h51

UNE e UBES montam acampamento em frente ao Ministério da Fazenda contra ajuste de Joaquim Levy

Por Daniel Lima, da Agência Brasil

Estudantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) montaram acampamento, hoje (10) pela manhã, em frente à sede do Ministério da Fazenda, em Brasília, para protestar contra os cortes de verbas na educação em consequência do ajuste fiscal estabelecido pelo governo.

Segundo os organizadores, há cerca de 200 estudantes acampados no local. Para a Polícia Militar, há 60 estudantes. Há 50 barracas montadas.

A presidenta da UNE, Carina Vital, disse que o movimento dos estudantes ocorre em razão de o governo adotar como lema o “apoio à pátria educadora, enquanto corta recursos para a manutenção dos bandejões”. Ele acrescentou que os estudantes também protestam contra a demissão de servidores terceirizados, que dão o suporte administrativo às universidades,

Carina Vital disse que os estudantes vão manter os acampamento até serem recebidos pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Ela acrescentou que, à tarde, os estudandes vão ao Congresso Nacional para protestar também contra a proposta que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos,

A presidenta da Ubes, Bárbara Melo, disse que o ajuste fiscal “ignora um problema real que existe hoje na educação brasileira: a saída da crise não passa pela diminuição dos investimentos e sim pelo aumento dos investimentos”.

A Agência Brasil tentou ouvir a posição do ministério da Fazenda sobre os protestos. Não houve resposta do ministério até o momento da edição desta matéria.

O Ministério da Educação (MEC) informou que não vai comentar a decisão dos estudantes de acamparem em frente ao Ministério da Fazenda. O MEC acrescentou que o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, está hoje (10) na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, onde terá oportunidade de dialogar com representantes da UNE, que também lá se encontram. Segundo o MEC, “o diálogo [do governo] com as entidades estudantis está sempre aberto”.


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