Samantha Schmütz: Governo Bolsonaro persegue os artistas

A artista também afirmou que sempre soube que o governo federal "teria resistência com as minorias como negros, indígenas, LGBTQIA+, que seria desastroso"

A atriz Samantha Schmütz, que tem utilizado as suas redes para fazer críticas ao governo Bolsonaro, principalmente no que diz respeito ao combate à pandemia, declarou que sempre soube que o governo Bolsonaro seria um desastre.

“Ninguém no governo está preocupado em ajudar, solucionar, em resolver o problema. O meu questionamento, para quem segue apoiando o governo, é esse. Eu não quero que ninguém levante bandeira para nenhum candidato, para esse ou aquele. Mas como as pessoas assistem a isso e não são contra, não lutam por uma gestão melhor?”, questiona a atriz em entrevista ao Estadão.

Em outro momento da entrevista, a atriz Samantha Schmütz afirma que o governo Bolsonaro persegue a classe artística.

“Acho que o que está acontecendo é uma perseguição com os artistas mesmo. Porque sabe-se o poder dos artistas, né? A gente comunica, a gente fala, a gente está aqui para questionar, para apontar certos comportamentos que precisam ser questionados. Dá até uma tristeza no coração. Essa gestão é realmente contra a cultura”, lamenta a atriz.

À época da eleição de 2018, a atriz afirma que sabia que, se Bolsonaro ganhasse seria um desastre para as minorias sociais.

“Eu sempre soube que esse governo teria resistência com as minorias como negros, indígenas, LGBTQIA+, que seria desastroso. Até se eu não me preocupasse com isso e fosse egoísta, não teria eleito esse governo, porque também sabia que seria péssimo na cultura”, disse Samantha Schmütz.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).