80% dos jovens de até 24 anos exercem trabalho precarizado

Em relação à renda, em todas as faixas etárias da juventude trabalhadora, a perda é maior que a da média nacional, que foi de -20,09%.

Ser jovem trabalhador no Brasil é uma tarefa inglória. Parte desses jovens até 24 anos estão no mercado de trabalho para concluir seus estudos. Sem trabalho não conseguem estudar e sem estudar não conseguem romper o ciclo da precarização.

Na pandemia foram os mais atingidos: os jovens foram os que mais perderam postos de trabalho e os que mais deixaram de continuar seus estudos.

Salário baixo, alta jornada de trabalho, grande rotatividade e alta informalidade (sem seguridade social) são características do trabalho precarizado da juventude trabalhadora.

Como noticiamos, a última pesquisa da PNAD mostrou que a taxa de desemprego dos jovens foi recorde no 3° trimestre de 2020. Agora, estudo do IDados, considerando dados da PNAD, mostra que, além do desemprego, a precarização é a mais alta do mundo entre os jovens brasileiros: 8 em cada 10 jovens trabalhadores exercem trabalhos precarizados.

Na pandemia jovens até 24 anos foram os mais atingidos

A pandemia associada à depressão econômica, à reforma trabalhista e as propostas neoliberais do governo Bolsonaro (que quer retirar ainda mais direitos, adotando o modelo de contrato verde amarelo) ampliaram a piora das condições de vida e trabalho dos jovens.

De acordo com os dados da PNAD, organizados pelo IDados, a renda de jovens de 15 a 19 anos caiu de 139,94 mensais para menos de 100,00, uma perda de 34,17% dos ganhos. Na faixa de 20 a 24 anos a queda da renda mensal foi de 26%, de 643,51 para 476,19 reais. Em todas as faixas etárias da juventude trabalhadora a perda é maior que a da média nacional, que foi de -20,09%.

Veja, abaixo, o gráfico produzido pela IDados:

Reforma Trabalhista de Temer e ataque aos direitos dos trabalhadores

Antes da pandemia, o mercado de trabalho para os jovens já estava deteriorado. A reforma trabalhista de Temer sangrou os rendimentos dos jovens.

Observe o gráfico da série histórica de 2012 a 2019:

Mesmo diante deste quadro, o STF ainda não julgou a inconstitucionalidade do trabalho intermitente– a modalidade mais degradante de precarização do trabalho- e, Guedes continua argumentando que é preciso tirar mais direitos dos trabalhadores, com o famigerado Contrato verde amarelo.

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Renato Rovai
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