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09 de fevereiro de 2020, 13h06

9° dia de greve dos petroleiros: 91 unidades paradas

Já são  91 unidades do Sistema Petrobras paradas em 13 estados brasileiros

Foto: FUP

Neste domingo (09/01) mais de 20 mil petroleiros completam o 9° dia de greve. Já são  91 unidades do Sistema Petrobras paradas em 13 estados brasileiros.

Desde a greve de 1995 esta é a maior paralisação da categoria. Como pautas de reivindicações os petroleiros cobram a  suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), previstas para terem início na próxima sexta-feira, 14, e o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho.

Hoje (09/02), mais duas plataformas aderiram à greve, junto com o Terminal Aquaviário de Vitória. Já são 39 plataformas, 18 terminais, 11 refinarias e mais outras 20 unidades operacionais e 3 bases administrativas com trabalhadores em greve.

Tentativa de criminalização do movimento

A adesão à greve ocorre sem piquetes, na base do convencimento, em cumprimento à decisão do ministro do TST, Ives Gandra. Os sindicatos continuam aguardando informações da direção da Petrobrás para compor os quantitativos de trabalhadores necessários para manter o atendimento das necessidades básicas da população.

A Comissão Permanente de Negociação da FUP segue há nove dias em plantão de 24 horas dentro da sede da Petrobrás, buscando interlocução com a empresa,  mas os gestores da Petrobras se negam a dialogar com os dirigentes e continua tentando, sem sucesso, expulsá-los do andar onde funciona a gerência de Recursos Humanos.

“A permanência de 5 dirigentes em uma das salas do prédio da empresa, embora incômoda, não impede ou dificulta a continuidade do pleno funcionamento da Petrobrás, tampouco impede a livre movimentação de bens e pessoas”, assegurou a juíza Najla Rodrigues Abbud, do Tribunal da Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro, ao negar o interdito proibitório da Petrobrás. 

Como nos tempos de FHC durante a greve de 1995 que durou 30 dias com ocupação das refinarias, a gestão da Petrobras procura politizar a greve, criminalizando o movimento grevista, colocando em risco a segurança dos trabalhadores e das próprias unidades ao anunciar a contratação de “fura-greves”.

Contratação de fura-greves

O artigo 9° da Lei de Greve (7.783/89) afirma que patrão e empregados manterão “os serviços cuja paralisação resultem em prejuízo irreparável, pela deterioração irreversível de bens, máquinas e equipamentos, bem como a manutenção daqueles essenciais à retomada das atividades da empresa quando da cessação do movimento”.

Os petroleiros são os mais interessados na manutenção da segurança do ambiente de trabalho e na continuidade das operações após a greve. Quem quer fechar fábricas é a direção da Petrobrás.

Mas, em vez de negociar com a FUP e os sindicatos, a gestão da empresa descumpre medidas judiciais e a própria legislação, anunciando que está providenciando “a contratação imediata de pessoas e serviços, de forma emergencial, para garantir a continuidade operacional em suas unidades durante a greve”.

Ao mesmo tempo, a empresa informa que “as unidades estão operando nas condições adequadas, com reforço de equipes de contingência quando necessário, e não há impactos na produção até o momento”.

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Veja abaixo a lista atualizada das unidades paralisadas.

Quadro nacional da greve – 09/02

39 plataformas

11 refinarias

18 terminais

7 campos terrestres

5 termelétricas

3 UTGC (processamento de gás)

1 usina de biocombustível

1 fábrica de fertilizantes

1 fábrica de lubrificantes

1 usina de processamento de xisto

1 complexo petroquímico

3 bases administrativas

Amazonas

Terminal de Coari (TACoari)

Refinaria de Manaus (Reman)

Ceará

Plataformas – 09

Terminal de Mucuripe

Temelétrica TermoCeará

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor)

Pernambuco

Refinaria Abreu e Lima (Rnest)

Terminal Aquaviário de Suape

Bahia

UO-BA – 07 áreas de produção terrestre

Refinaria Landulpho Alves (Rlam)

Terminal Madre de Deus

Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO)

Espírito Santo

Terminal Aquaviário de Vitória (TEVIT)

Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC)

Sede administrativa da Base 61

Minas Gerais

Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité)

Refinaria Gabriel Passos (Regap)

Rio de Janeiro

Plataformas – 26

Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB)

Terminal de Campos Elíseos (Tecam)

Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB)

Refinaria Duque de Caxias (Reduc)

Terminal Aquaviário da Bahia da Guanabara (TABG)

Terminal da Bahia de Ilha Grande (TEBIG)

Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)

São Paulo

Terminal de Guararema

Terminal de Barueri

Refinaria de Paulínia (Replan)

Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap)

Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap)

Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC)

Plataformas – 04

Terminal de Alemoa

Terminal de São Sebastiao

Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA)

Termelétria Cubatão (UTE Euzébio Rocha)

Torre Valongo – base administrativa da Petrobras em Santos

Mato Grosso do Sul

Termelétrica de Três Lagoas (UTE Luiz Carlos Prestes)

Paraná

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar)

Unidade de Industrialização do Xisto (SIX)

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa)

Terminal de Paranaguá (Tepar)

Santa Catarina

Terminal de Biguaçu (TEGUAÇU)

Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ)

Terminal de Guaramirim (Temirim)

Terminal de São Francisco do Sul (Tefran)

Base administrativa de Joinville (Ediville)

Rio Grande do Sul

Refinaria Alberto Pasqualini (Refap)

Rio Grande do Norte

Polo de Guamaré, Base 34 e Alto do Rodrigues – mobilizações parciais

Com informações da FUP

 


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