Sindicato Popular

Fórum Educação
22 de abril de 2020, 14h46

Sem medo de ser feliz e em defesa da vida: Fora, Bolsonaro!

São claros os motivos legais, políticos e morais, que justificam amplamente o impeachment de Bolsonaro. Não há espaço para dialogar e negociar com um governo que se opõe às orientações da OMS e é movido por razões anticientíficas de cunho ideológico

Allan Santos- PR/ Mídia Ninja

Por Vagner Freitas

O PT já não corre o risco de ficar isolado e por isso nossas bancadas parlamentares no Congresso Nacional já se movimentam no sentido de contribuir efetivamente para a construção de uma ampla frente política e social em torno do “Fora, Bolsonaro”. Esta ampla unidade é essencial para a construção de uma correlação de forças favorável à retirada do poder de um ditador insano, que ameaça a vida e a democracia.

Dada a gravidade da situação a que chegamos já não basta lutarmos contra o novo coronavírus (Covid19). A morte continua a ameaçar a vida das pessoas por meio de um vírus tão perigoso quanto, capaz de ceifar a vida de milhares de pessoas em todo o Brasil. Este vírus se chama Bolsonaro, que troca o ministro da Saúde em plena pandemia, para por em seu lugar um ser que também não tem compromisso com a defesa da vida. O novo ministro chegou a dizer há algum tempo que entre um jovem e um idoso, optaria por salvar o jovem, deixando morrer os velhos, em face da ausência de equipamentos, ao invés de se posicionar por investimentos na saúde para dotar as unidades públicas de condições de salvar a vida de todos.

O governo Bolsonaro precisa ser combatido com força e coragem. Não é possível manter um presidente e uma equipe que apostam no caos social para impor um Estado de Exceção, uma ditadura, para se manter no poder a qualquer custo. Já não se trata apenas de divergências políticas e econômicas, mas de uma situação dramática, na qual a principal autoridade, o presidente da República, age de forma irresponsável, insana, movido pelo ódio, pondo em risco a vida de milhares de pessoas nesta pandemia.

O governo federal não adotou as medidas necessárias para conter a contaminação e Bolsonaro sai às ruas, combatendo o isolamento social e desqualificando o trabalho dos profissionais de saúde, que se arriscam para salvar vidas, sem que tenham os recursos e as condições necessárias para fazê-lo.

No atual contexto são claros os motivos legais, políticos e morais, que justificam amplamente o impeachment de Bolsonaro. A construção da maioria parlamentar necessária para transformar o “fora, Bolsonaro” em impeachment, afastamento, renúncia, ou qualquer outra forma, passa pela união, coesão e capacidade de mobilização das forças políticas e sociais. O PT reúne lideranças, militância e capacidade política para exercer um forte protagonismo nesta batalha.

A sensibilidade com a miséria, pobreza, fome, desamparo, exclusão social e discriminação são características históricas e marcantes do PT. O compromisso do partido e de suas lideranças é com milhares de famílias sem teto, sem luz, sem terra, sem acesso a serviços de saúde e a uma educação gratuita e de qualidade. Esta opção política se faz presente em ações efetivas de nosso partido, no parlamento e nos governos.

Foi por essa causa que trabalhamos intensamente para que as classes populares tenham direito a moradia, a se alimentar três vezes por dia, a ter água limpa e potável, luz para todos, saúde pública e gratuita, liberdade de opinião e salários decentes. Enfim, a um regime que valorize a democracia e os direitos sociais.

O compromisso com a democracia, a solidariedade ativa, a defesa da vida por meio de políticas públicas inclusivas e a construção de condições objetivas para que as famílias pobres e seus filhos possam estudar, trabalhar e ascender socialmente são iniciativas nas quais nosso partido sempre teve forte protagonismo.

A construção de um país de oportunidades para a classe trabalhadora tem sido demolida, bombardeada, destruída, por sistemáticos ataques de um presidente irresponsável e desqualificado, que está atento apenas aos interesses do grande capital nacional e internacional.

As experiências e capacidades das lideranças de nosso partido são fundamentais para a construção de um amplo movimento que viabilize o “Fora, Bolsonaro”. É preciso envolver todos os democratas deste país, a CNBB, a ABI, a OAB, as Centrais Sindicais, os partidos políticos, movimentos sociais, líderes religiosos e lideranças de nossa juventude. As articulações e os diálogos com setores do centro político no Congresso Nacional e na sociedade precisam ser intensificados para que não apoiem a desestabilização das instituições democráticas nem ações do Estado que ponham em risco a vida das pessoas. Temos que bloquear a destruição de direitos e as articulações de Bolsonaro, que deixa de investir na saúde pública para comprar apoio no Congresso Nacional e já distribui cargos públicos aos partidos para assegurar sua permanência no poder.

Não há espaço para dialogar e negociar com um governo que se opõe às orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e se recusa a repetir as experiências com maior êxito realizadas por outros países, movido por razões anticientíficas de cunho ideológico. Na ausência de espaços de diálogo com o Poder Executivo e frente a sistemáticas declarações e movimentações do presidente da República e de parte de seus aliados favoráveis ao AI5, ao Estado de Exceção, ao fechamento do Congresso Nacional e do STF, a construção de uma ampla frente política e social é essencial para que a palavra de ordem “Fora Bolsonaro” se realize.

Em defesa da vida e da democracia social e política: Fora, Bolsonaro!

Vagner Freitas é vice presidente da CUT

Texto originalmente publicado no 247


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